ASAE apreende 120 mil euros em especiarias

Mais de 45 mil saquetas de condimentos e especiarias, avaliadas em cerca de 120 mil euros, foram apreendidas na região Norte por “contrafação de marca”, anunciou esta terça-feira a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Em comunicado, a ASAE refere que, além dos milhares de saquetas de condimentos e especiarias como colorau, cravinho e noz-moscada, apreendeu também mais de 1.400 bobinas de embalagens plásticas (já caracterizadas com a marca lesada), bem como 438 volumes de embalagens, “que violavam os direitos da marca”.

“Foi ainda apreendida diversa documentação comercial, designadamente faturas, relação de clientes e quantidades comercializadas desde a data de concessão de registo da marca lesada para integração no processo instaurado”, conclui.

O valor global da apreensão é de 121.293 euros, detalha a autoridade.

As apreensões, realizadas pela Unidade Nacional de Informações e de Investigação Criminal da ASAE, ocorreram durante ações de fiscalização, realizadas simultaneamente em instalações de produção, armazenamento e venda ao consumidor final das zonas de Braga, Guimarães e Porto.

Credores decidem futuro da Associação Industrial do Minho dia 05 de setembro

Num documento judicial a que a Lusa teve acesso, o Tribunal Judicial da Comarca de Braga, Juízo de Comércio de Vila Nova de Famalicão, marcou para dia 05 de setembro de 2018 “a realização da reunião de assembleia de credores para discussão e aprovação do Plano de Insolvência” da AIMinho.

Em setembro de 2017, o Plano Especial de Revitalização (PER) apresentado pela AIMinho, que tem uma dívida superior a 12 milhões de euros e como principais credores a Caixa Geral de Depósitos (seis milhões de euros) e o Novo Banco (5,6 milhões de euros), foi rejeitado por 98%, tendo sido aprovada a insolvência daquela instituição minhota.

Fonte ligada ao processo explicou à Lusa que “no âmbito do processo de insolvência, a AIMinho podia ainda apresentar uma nova proposta de recuperação, o que fez, requerendo ainda que o comando da associação continuasse nas mãos da direção e que passasse para um gestor de insolvência”.

Segundo a referida fonte, “é este novo plano que vai ser votado no dia 05 de setembro”, explicando que caso este “segundo plano” seja reprovado se passará para a fase da liquidação da AIMinho.

À Lusa, o presidente da AIMinho há 15 anos, António Marques, confirmou a data da Assembleia de Credores, que “será decisiva” para o futuro da instituição.

“Está marcada para dia 05 [de setembro], é um facto. Quanto ao que acontecerá, está nas mãos dos credores votarem da forma que entenderem e o que fazer sobre o tema”, referiu António Marques.

O primeiro plano apresentado para dar continuidade à AIMinho foi reprovado pela Caixa Geral de Depósitos e contou com a abstenção do Novo Banco, os principais e maiores credores da associação minhota.

O plano estipulava “um perdão” de 80% da dívida, sendo que o banco público, que já tinha requerido a insolvência da AIMinho em março de 2017, “tem a vantagem” de beneficiar de hipotecas.

A AIMinho é uma associação regional multissetorial criada em 1975, tendo tido origem no Grémio das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas de Braga, fundado em 1956.

Atualmente conta com cerca de duas mil empresas associadas.

Corpo encontrado por ciclistas em ravina em Vieira do Minho

Segundo a fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR), o corpo “é de um jovem de 20 e poucos anos que terá sido visto pela última vez no domingo”.

“Ao que tudo indica”, disse a mesma fonte, o carro terá entrado em despiste na estrada nacional 304 e “o jovem deve ter sido projetado, daí não estar dentro do veículo”.

Contudo, salientou a fonte, a circunstância “em que tudo ocorreu ainda terá que ser investigada”.

Fonte dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho afirmou à Lusa que o alerta foi dado às 12h05.

A página na internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil refere que no local, situado na freguesia da Caniçada e Soengas, encontram-se oito operacionais e quatro viaturas.

Infraestruturas de Portugal investe 12,2 milhões em conservação da rede rodoviária no Minho

A Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou esta segunda-feira que vai investir mais 100 milhões de euros em conservação corrente da Rede Rodoviária Nacional (RRN) ao longo dos próximos três anos, dentre os quais 12,2 milhões de euros no Minho.

Em comunicado, a IP adianta que “consigna contratos no valor global de 107,5 milhões de euros para a execução de trabalhos de conservação corrente da Rede Rodoviária Nacional ao longo dos próximos três anos”.

No âmbito dos contratos de conservação corrente está prevista a execução de vários tipos de intervenções de manutenção, entre os quais “reparação e beneficiação de pavimentos, reposição e adequação da sinalização horizontal e vertical, reparação e adequação de guardas de segurança e outros equipamentos de proteção, estabilização de taludes, conservação de vedações, tratamento dos sistemas de drenagem, limpeza das bermas e zonas adjacentes à faixa de rodagem e reparações e manutenção de obras de arte”.

Robô criado para recolher vegetação e rentabilizar as florestas será testado em Viana do Castelo

Investigadores do Instituto de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC-TEC), no Porto, criaram um robô com o propósito de “valorizar e rentabilizar” as florestas através da recolha de vegetação que vai “incorporar novos materiais”, revelou hoje o responsável.

Em declarações à Lusa, Filipe Neves dos Santos explicou que o robô, desenvolvido pelo instituto da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto juntamente com a Associação Florestal de Portugal (FORESIS), vai permitir “valorizar a floresta e mostrar que existe uma nova forma de utilizar a biomassa florestal”.

“A nossa floresta é pouco gerida e tem pouco valor económico. As operações que atualmente são feitas não são muito rentáveis, uma vez que muito do trabalho é feito manualmente e com máquinas muito pesadas”, frisou.

O robô, que começou a ser produzido há um ano e meio, pesa uma tonelada e visa substituir a maquinaria utilizada atualmente, tornando o processo de limpeza e recolha de vegetação mais automatizado.

“O robô é colocado no espaço que se pretende recolher a biomassa e aí trabalha sozinho, levando o material até à berma e fazendo uma pilha. Depois, regressa ao local onde começou. Contudo, numa primeira fase será sempre visionado por um operador”, revelou.

Segundo Filipe Neves dos Santos, a equipa prevê que no próximo ano o robô possa ser testado “em ambientes mais reais, com declive e vegetação densa”, isto porque “neste momento os testes ainda se realizam no laboratório e são muito controlados”.

“Daqui a um ano prevemos que o robô possa ser testado nas propriedades florestais da FORESIS em Viana do Castelo e perto da cidade de Vigo. Algo que vai ser muito interessante pois a inclinação do terreno é de 30%”, acrescentou.

O estudo, elaborado no âmbito do BIOTECFOR – um projeto que visa maximizar a eficiência de utilização dos recursos florestais – conta ainda com o apoio de dois parceiros espanhóis, a Associación Forestal de Galicia e o Centro Tecnológico de Automoción de Galicia, que estão a desenvolver duas máquinas de estilhagem para auxiliarem o robô.

“Estas duas máquinas são uma novidade, uma vez que vão encontrar-se na periferia da floresta e triturar a biomassa recolhida pelo robô até ficar em pequenos pedaços”, afirmou.

De acordo com o investigador, a vegetação recolhida e depois triturada poderá servir para o “aquecimento de estufas, criação de energia ou incorporação em plásticos para a indústria automóvel”.

“Os parceiros espanhóis já fizeram testes em dez tipos de plantas, restos de pinheiro, poda, eucalipto e mato. A parte de material florestal pode vir a representar 50 a 60% do produto final”, salientou o investigador.

O robô vai estar em demonstração no expositor do INESC-TEC na Agroglobal, uma feira agrícola nacional, que decorre de 05 a 07 de setembro em Valada do Ribatejo, no Cartaxo, distrito de Santarém.

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