Covid-19: Sociedade Portuguesa de Pneumologia defende uso obrigatório de máscaras cirúrgicas

Face à disseminação da estirpe britânica da covid-2, caraterizada por uma maior capacidade de transmissão, suscitaram-se muitas dúvidas quanto ao uso de máscaras.

Neste contexto, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia alerta que, por não serem sujeitas a qualquer tipo de certificação ou de controlo de qualidade, algumas máscaras caseiras, geralmente feitas em vários tipos de tecido (lavadas e reutilizadas múltiplas vezes), também chamadas de máscaras comunitárias, podem não ter a eficácia desejada na prevenção da propagação e inalação de gotículas e da contaminação por microrganismos.

Recomenda, por isso, a obrigatoriedade de uso de máscaras cirúrgicas, podendo ser considerado, apenas em alternativa, o uso de máscaras comunitárias certificadas pelo CITEVE.

Nos contextos de maior risco, nomeadamente os cuidadores de doentes ou famílias com elementos infetados por COVID-19, ou situações associadas a maior aerossolização e disseminação de gotículas respiratórias, deverá ser equacionado o uso de máscaras FFP-2.

Alerta que o uso de máscara não substituiu as restantes medidas e o distanciamento físico, desinfeção e adequada ventilação dos espaços fechados são igualmente fundamentais.

Covid-19: Portugal já pediu ajuda a dois países

O pedido de ajuda a dois países europeus já terá sido feito pelo Governo que pretende receber profissionais de saúde e equipas para reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo o Expresso, os países vão manter-se sobre anonimato a pedido dos próprios até que o processo esteja concluído e um deles foi mesmo escolhido pela ministra da saúde, Marta Temido, e o outro pela Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos.

Com este pedido de auxílio, o Governo pretende profissionais de saúde – enfermeiros e médicos intensivistas -, bem como equipamentos, como seringas e ventiladores não invasivos. Neste pedido há, ainda, a possibilidade de solicitar vagas para transferir doentes críticos em cuidados intensivos e para internamentos em enfermaria.

Covid-19: Recorde de mortes (291)

Nas últimas 24 horas, Portugal bateu o recorde de óbitos provocados pela covid-19. Segundo o mais recente relatório da Direção-Geral de Saúde verificaram-se 291 mortes.

Os infetados são na ordem dos 10 765 casos confirmados; 13.728 recuperados; mais 52 internamentos hospitalares.

Covid-19: Famalicão é o oitavo município do país que mais investiu no combate à pandemia

Segundo o Relatório do Tribunal de Contas, relativamente à despesa dos municípios com a covid-19, o concelho de Famalicão ocupa o 8.º lugar no ranking dos municípios portugueses que mais gastaram.

Famalicão informou o Tribunal de Contas que gastou 2.920.605 euros.

Em primeiro lugar está Cascais (20 milhões), em segundo Lisboa (mais de 19 milhões). Atrás de Famalicão está o concelho da Amadora e na 9.ª posição a região de Loulé. Entre os municípios com mais despesa estão aqueles que contabilizam mais população, mas entre os vinte primeiros não está nenhum dos concelhos vizinhos de Famalicão.

Revela o Tribunal de Contas que uma parte substancial da despesa da Administração Local com a COVID-19 traduziu-se no recurso ao regime da contratação pública, nomeadamente para a aquisição de bens e de serviços, nomeadamente equipamento de proteção individual, produtos de limpeza e desinfeção, material informático, etc.

Covid-19 – Especialistas defendem vacinação das pessoas com mais de 80 anos

Especialistas em infecciologia, pneumologia, virologia e saúde pública defendem que no topo das prioridades para a vacinação têm que estar os maiores de 80 anos de idade.

Numa carta aberta, publicada no Jornal Público, os médicos especialistas afirmam que esta é a forma mais eficaz de reduzir o número total de mortos. Sublinham que aquilo que os move não é «um juízo político, mas um imperativo ético e uma preocupação científica».

Lembram que «foi com base nestes mesmos pressupostos científicos que a Comissão Europeia recomendou a todos os estados-membros que vacinem até março um mínimo de 80% dos maiores de 80 anos e dos profissionais de saúde». A este propósito, recordam que o primeiro-ministro se comprometeu publicamente em Bruxelas «a concretizar esta orientação».

Na carta, também assinada pelos ex-ministros da Saúde Maria de Belém e Adalberto Campos Fernandes e pela ex-presidente do Infarmed Maria do Céu Machado, os especialistas recordam que a grande maioria dos Estados têm vindo a organizar o processo de vacinação começando pelos grupos etários mais velhos.

O plano de vacinação contra a covid-19 está dividido em três fases: a que está a decorrer abrange profissionais de saúde e idosos e pessoal que os acompanha nos lares. Esta fase, que se prolonga até final de março, inclui também profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos.

Nesta fase serão igualmente vacinadas, a partir de fevereiro, pessoas de idade igual ou superior a 50 anos com pelo menos uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração.

A segunda fase arranca a partir de abril e inclui pessoas de idade igual ou superior a 65 anos e pessoas entre os 50 e os 64 anos de idade, inclusive, com pelo menos uma das seguintes patologias: diabetes, neoplasia maligna ativa, doença renal crónica, insuficiência hepática, hipertensão arterial, obesidade e outras doenças com menor prevalência que poderão ser definidas posteriormente, em função do conhecimento científico.

Na terceira fase será vacinada a restante população, em data a determinar. As pessoas a vacinar ao longo do ano serão contactadas pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Covid-19: Vai começar a vacinação a bombeiros, titulares de órgãos de soberania e pessoas com mais de 50 anos

Na próxima semana arranca a vacinação contra a covid-19 a titulares de órgãos de soberania, bombeiros, forças de segurança e profissionais de serviços essenciais.

Segundo a Ministra da Saúde, a primeira semana de fevereiro vai marcar também o arranque da vacinação das pessoas com mais de 50 anos e pelo menos uma das quatro comorbilidades identificadas – doença coronária, insuficiência cardíaca, insuficiência renal e doença pulmonar obstrutiva crónica – como sendo de risco para o internamento em covid-19. Serão cerca de meio milhão de pessoas.

A sua identificação será através dos registos dos centros de saúde, assim como o processo de realização de contacto com as pessoas.

Entre os titulares de órgãos de soberania, estão os presidentes das câmaras municipais que são também as autoridades municipais de proteção civil.

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