Boas notícias: Vacina chinesa contra o coronavírus “é segura” e “gera anticorpos”

A corrida para obter uma vacina que acabe com a crise do coronavírus ou pelo menos amorteça os seus efeitos, começa a mostrar os primeiros resultados.

Há quatro dias a empresa norte-americana Moderna anunciou os resultados de um teste com 45 voluntários saudáveis. Segundo um comunicado, a vacina é “segura e bem tolerada”, tendo gerado pelo menos a oito dos participantes níveis de anticorpos capazes de neutralizar a infecção semelhantes ou superiores aos encontrados no sangue de pacientes que sobreviveram à doença.

Nesta sexta-feira, a equipa do Instituto de Biotecnologia de Pequim e a empresa Cansino Biologics, na China, anunciaram também os resultados da fase 1 da primeira vacina desenvolvida nesse país. Neste caso, divulgados num artigo publicado na revista The Lancet, com todos os dados disponíveis para análise pela comunidade científica. Depois de 28 dias de testes com 108 voluntários saudáveis, os resultados parecem ser promissores. Além de ficar demonstrada sua segurança, os cientistas observaram que a vacina gerou anticorpos e linfócitos T nos voluntários.

Radares de velocidade já apanham quem trava e depois acelera

Em Espanha já começou a ser testada uma nova geração de radares. Estes, para além de medirem a velocidade, conseguem perceber se o condutor travou enquanto passava no dispositivo para, logo depois, voltar a acelerar e ultrapassar os limites legais de velocidade.

As autoridades, aos radares fixos, estão acrescentar um outro equipamento, deslocado do primeiro uns metros.

Os dois aparelhos cruzam as medições efetuadas e, a partir daí, conseguem determinar se o condutor só abrandou para passar no radar fixo ou então, se manteve sempre a mesma velocidade

Radares já conseguem apanhar quem vai ao telemóvel

Fonte: Pplware

 

 

Tabaco de Mentol é proibido a partir de hoje em toda a União Europeia

A venda do tabaco de mentol na Europa está proibida a partir desta quarta-feira, dia 20 de maio, devido a este ser considerado, pelas autoridades de saúde internacionais, mais perigoso para a saúde pública do que o restante tipo de tabaco.

Continua a ser permitida a venda de tabaco aquecido com mentol e de cigarrilhas, charutos, tabaco para cachimbo e cachimbo de água que possam conter mentol.

Estudo da OMS que diz ser mais difícil contágio por contacto com objetos é inconclusivo

A diretora-geral da Saúde afirmou que o estudo da OMS que diz não ter encontrado evidências conclusivas da transmissão do SARS-Cov-2 através do contacto com superfícies “é inconclusivo” e que os cuidados de desinfeção devem ser mantidos.

“A Organização Mundial da Saúde [OMS] refere, de facto, que parece que é mais difícil do que se pensava a transmissão do vírus e das gotículas de superfícies e de objetos, nomeadamente as maçanetas das portas, por exemplo, (…) para o nosso trato respiratório”, mas “isto não é um estudo conclusivo”, disse Graça Freitas na conferência de imprensa diária da Direção-Geral da Saúde sobre a pandemia.

Graça Freitas sustentou que “não é um assunto encerrado”, tanto mais que a OMS “continua a recomendar como essencial a desinfeção e a limpeza dessas superfícies”.

“Na dúvida, porque há outros vírus cuja história nós conhecemos melhor e que se transmitem por essa via, é melhor continuarmos a ter precauções”, defendeu, lembrando a importância de se continuar a desinfetar e a limpar os objetos e as superfícies e de não levar as mãos à boca e ao nariz depois de os ter tocado antes de as lavar.

“Vamos continuar a acompanhar a Organização Mundial da Saúde [e] se for assim, obviamente, é uma boa notícia porque permitirá o retorno à nossa vida normal, à dita normalidade, mais à vontade do que aquilo que estamos a fazer agora”, mas é melhor seguir o “princípio de precaução”.

As autoridades de saúde foram também questionadas na conferência de imprensa que se realiza no Ministério da Saúde, em Lisboa, sobre se estão a ser estudadas medidas no sentido de manter a distância social recomendada depois da elevada concentração de pessoas verificada no fim-de-semana nas praias e nas áreas que as circundam.

Em resposta, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirmou que as autoridades vão continuar “a confiar naquilo que é consciência social e que é o civismo do povo português”, mas “sempre na observância daquilo que será o dinamismo do próprio surto”.

“Não temos razão nenhuma para não acreditar. Tem sido extraordinário até aqui e, portanto, garantidamente que continuamos a acreditar que as pessoas têm o seu próprio bom senso, têm as suas próprias boas práticas, o povo português tem uma consciência social muito grande destas boas práticas”, disse o governante.

Graça Freitas acrescentou, por seu turno, que “os ajuntamentos não se devem verificar”, tirando pessoas que vivem na mesma casa.

“Manter a distância social a distância física segura com ou sem máscara é a maior forma de nos prevenirmos contra a doença e, portanto, quando formos para um sítio, por mais atraente que seja, que tenha muita gente devemos evitá-lo, não há outra receita para os ajuntamentos”, defendeu.

Questionada sobre se haverá algum risco na região do Algarve ver o número de casos crescer com o desconfinamento, Graça Freitas afirmou que “é mais prudente não aligeirar”, porque conseguiu “uma situação epidemiológica bastante boa”, com um número relativamente pequeno de casos e 15 óbitos.

“O Algarve foi uma região do país com uma situação epidemiológica relativamente favorável quando comparada com outras regiões do país, onde tudo aparenta neste momento estar controlado, mas é exatamente esse ganho que não se pode perder”, afirmou

Graça Freitas aconselhou que quem visitar a região e os próprios algarvios devem “continuar a ter o comportamento que têm tido até agora para evitar ao máximo ter novos casos” e ter “uma segunda onda menos benigna do que a primeira”.

Portugal contabiliza 1.231 mortos associados à covid-19, mais 13 do que no domingo, em 29.209 casos confirmados de infeção, mais 173, segundo a DGS.

Pulverizar ruas com desinfetante para combater a covid-19 é perigoso e ineficaz, diz OMS

Pulverizar ou fumigar desinfetante nas ruas, como alguns países estão a fazer para combater a pandemia de covid-19, não elimina o vírus e coloca riscos sanitários, advertiu hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“A pulverização ou fumigação de espaços exteriores, como ruas ou mercados, não é recomendada para destruir o novo coronavírus ou outros agentes patogénicos porque é inativada pela sujidade”, explica a OMS num documento sobre a limpeza e desinfeção das superfícies no quadro do combate à pandemia.

A OMS acrescenta que “mesmo em caso de ausência de matérias orgânicas, é pouco provável que a pulverização química cubra corretamente todas as superfícies durante o tempo de contacto necessário para inativar os agentes patogénicos”.

“Por outro lado, as ruas e os passeios não são considerados reservatórios de infeção do covid-19”, sustenta a organização no mesmo documento.

A OMS alerta ainda que esta medida “mesmo feita no exterior, pode ser perigosa para a saúde humana”, e recomenda que, “em caso algum devem ser pulverizadas pessoas” porque “não reduz a capacidade de um infetado propagar o vírus por gotículas ou contacto”.

Pulverizar cloro ou outros produtos químicos tóxicos sobre as pessoas pode causar irritações dos olhos e da pela, bronco-espasmos e problemas gastrointestinais, alerta a organização.

A entidade mundial para a saúde pública diz ainda que também “não recomenda a aplicação sistemática de desinfetantes em superfícies por pulverização ou fumigação nos espaços interiores”.

“Se for preciso aplicar desinfetantes, convém fazê-lo com um pano ou um toalhete embebido de desinfetante”, recomenda.

Covid-19: Vírus já matou quase 300 mil pessoas e infetou 4,3 milhões no mundo

A pandemia do novo coronavírus já matou 294.199 pessoas e infetou mais de 4,3 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 TMG de hoje, baseado em dados oficiais.

De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, às 19:00 TMG (20:00 em Lisboa) de hoje, 4.305.340 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro passado, na província chinesa de Wuhan.

Porém, a AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que um grande número de países está a testar apenas os casos que requerem atendimento hospitalar. Entre esses casos, pelo menos 1.473.700 são hoje considerados curados.

Desde a contagem feita às 19:00 TMG de terça-feira, houve 5.157 novas mortes e 82.643 novos casos ocorreram em todo o mundo.

Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são os Estados Unidos, com 1.599 novas mortes, Brasil (881) e Reino Unido (494).

Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de óbitos e de casos, com 83.249 mortes em 1.380.465 casos.

Pelo menos 230.287 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades norte-americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 33.186 mortes e 229.705 casos, Itália, com 31.106 (222.104 casos), a Espanha, com 27.104 mortes (228.691 casos) e a França, com 27.074 óbitos (178.060 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica continua a ser o com maior número de mortes face à sua população, com 76 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida por Espanha (58), Itália (51), Reino Unido (49) e França (41).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou oficialmente um total de 82.926 casos (sete novos entre quarta-feira e hoje), incluindo 4.633 mortes (zero novas) e 78.189 curas.

Desde terça-feira às 19:00 TMG, o Lesoto anunciou o diagnóstico do seu primeiro caso.

A Europa totalizava às 19:00 TMG de hoje 160.846 mortes e 1.802.322 casos, os Estados Unidos e o Canadá 88.638 mortes (1.452.661 casos), a América Latina e Caraíbas 23.120 mortes (405.864 casos), a Ásia 11.207 óbitos (318.732 casos), o Médio Oriente 7.814 mortes (246.834 casos), África 2.448 mortes (70.612 casos) e a Oceânia 126 mortes (8.316 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados coletados pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A AFP avisa que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os números de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

Portugal, com 1.175 mortes registadas e 28.132 casos confirmados é o 22.º país do mundo com mais óbitos e o 23.º em número de infeções.

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