Estudo na cidade onde nasceu a Covid-19 revela que assintomáticos podem não contagiar outras pessoas

A revista Nature revelou, nas últimas horas, o resultado de um estudo realizado na cidade onde nasceu a Covid-19, na China.

Segundo a conceituada publicação, e depois das análises feitas nos meses de maio e junho, os infetados que se encontram assintomáticos podem não contagiar outras pessoas.

É expectável que, durante os próximos dias, sejam revelados mais pormenores deste trabalho que pode ser bastante importante para a forma como os especialistas estão a tratar o vírus da pandemia.

Ginásios são locais de baixo risco de transmissão da covid-19 revela estudo

Ginásios, clubes de fitness e instalações de lazer revelaram ser locais com níveis de transmissão de covid-19 “extremamente” baixos. São as conclusões preliminares de um estudo do Advanced Wellbeing Research Centre (AWRC), da Universidade de Sheffield Hallam, no Reino Unido, e da Universidade Rey Juan Carlos, em Espanha, encomendado pela EuropeActive, a principal associação sem fins lucrativos que representa os interesses do setor de atividade física na União Europeia.

A taxa média de infeção por covid-19 em cada 100.000 idas ao ginásio é de 0,78, segundo o estudo SafeACTiVE. No total, foram analisadas 62 milhões de idas a ginásios desde setembro, em 14 países europeus, onde foram notificados “apenas 487 casos positivos”.

Do estudo fizeram parte ginásios da Alemanha, França, Suécia, Bélgica, Holanda, Espanha, Portugal, Noruega, Suíça, República Checa, Polónia, Dinamarca, Luxemburgo e Reino Unido.

Covid-19: Pfizer garante vacina com 90% de eficácia

A Pfizer anunciou esta segunda-feira que a vacina que está a produzir conta a Covid-19 tem 90 por cento de eficácia. A farmacêutica Pfizer/BioNTech anunciou resultados preliminares dos testes de larga escala e estes foram prometedores, indicando que a vacina tem 90% de eficácia.

Estes resultados são bem melhores do que o inicialmente esperado e até os reguladores admitiram a hipótese de aprovar uma vacina que evidencia-se pelo menos 50% de eficácia.

Estes resultados foram alcançados depois de a Pfizer ter identificado 94 casos de covid-19 positivos, numa percentagem de eficácia superior a 90% e continuar até que tenham acontecido 164 casos. A Pfizer refere ainda que não houve efeitos secundários graves.

“Vai ficar mais difícil”. OMS espera aumento de mortes na Europa em outubro e novembro

A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera um aumento no número de mortes por covid-19 na Europa durante os meses de outubro e novembro, que serão “mais duros” por causa da pandemia, revelou o diretor regional da organização para a Europa.

“Vai ficar mais difícil. Em outubro e novembro veremos uma mortalidade maior”, disse Hans Kluge em entrevista à Agência France Prece (AFP), quando o número de casos registados disparou no velho continente, mas com um número de mortos diário quase estável.

Segundo a OMS, o aumento do número de mortes diários deve-se ao crescimento dos casos em função da retomada da epidemia na Europa.

“Estamos numa altura em que os países não querem ouvir este tipo de más notícias, e eu compreendo”, disse o diretor regional da OMS para a Europa, que, no entanto, quis enviar “a mensagem positiva” de que a pandemia “vai parar, num momento ou noutro”.

A OMS Europa reúne hoje e na terça-feira os seus cinquenta Estados-membros para discutir a resposta à pandemia e acordar uma estratégia de cinco anos.

O alto funcionário da ONU avisou ainda os que acreditam que o fim da epidemia coincidirá com o desenvolvimento de uma vacina, ainda em andamento: “Eu ouço o tempo todo: ‘a vacina vai acabar com a epidemia’. Claro que não!”, afirmou Hans Kluge.

“Não sabemos nem se a vacina será eficaz em todas as camadas da população. Alguns sinais que estamos a receber é que será eficaz para uns, mas não para outros”, sublinhou o médico belga, acrescentando: “E se de repente tivermos que desenvolver vacinas diferentes, que pesadelo logístico”.

“O fim desta pandemia será quando, como comunidade, aprendermos a conviver com ela. E isso depende de nós. É uma mensagem muito positiva”, disse.

O número de casos na Europa tem aumentado de forma acentuada há várias semanas, especialmente em Espanha e em França. Na sexta-feira, mais de 51.000 novos casos foram notificados nos 55 países da OMS Europa, mais do que os picos registados em abril, segundo dados da organização.

Ao mesmo tempo, o número de óbitos diários mantém-se, por enquanto, no nível observado desde o início de junho, cerca de 400 a 500 óbitos relacionados com a covid-19, segundo a mesma fonte.

Insólito: Jovem nos Estados Unidos organiza festa “Covid-19” onde todos os convidados estavam infetados (vídeo)

A situação aconteceu no estado norte-americano do Ohio, no passado fim de semana.

Um jovem, infetado com o novo coronavírus, decidiu juntar 20 amigos numa festa privada, na casa onde este reside, violando assim as normas do distanciamento social e da quarentena.

As autoridades foram até à casa onde decorria a festa, depois de denuncias dos vizinhos, e ficaram chocadas com a situação.

No vídeo ouve-se o jovem a explicar ao agente que não estão a cumprir com as normas do distanciamento social uma vez que todos estão infetados e, por isso, não há risco de contágio entre eles.

A situação ganhou eco nas redes sociais e na comunicação social local e o grupo, que entretanto já se encontra isolado, incorre numa coima que pode ir até aos 500€ por pessoa. Os jovens podem também ser expulsos da instituição de ensino que frequentam.

Papa Francisco: “A sociedade está doente de consumo que está a devorar a natureza”

O Papa Francisco disse hoje que a sociedade está “doente de consumo”, que está a “devorar a natureza”, “ansiosa por ter a última aplicação, mas não conhece o nome do vizinho e menos ainda distingue uma árvore de outra.

Francisco falava na audiência de hoje com membros das chamadas comunidades “Laudato Si”, que seguiram o exemplo da encíclica com este nome escrita pelo Papa sobre a proteção do meio ambiente.

O Papa começou o discurso por explicar que “a pandemia de covid-19 também o demonstrou: a saúde humana não pode separar-se do meio em que vive”. E acrescentou que é “evidente que as mudanças climáticas alteram não só o equilíbrio da natureza como também provoca pobreza e fome, afeta os mais vulneráveis e, às vezes, obriga-os a abandonar as duas terras”.

Pediu “uma vontade real para abordar as causas fundamentais dos atuais transtornos climáticos”, uma vez que “os compromissos genéricos não são suficientes e um só [responsável] não pode olhar somente para o consentimento dos seus eleitores”.

“É necessário olhar para longe, de outra forma a história não perdoará. Necessitamos de trabalhar hoje para o amanhã de todos. Os jovens e os pobres vão pedir-nos contas”, destacou.

Francisco citou “as palavras chave da ecologia integral: contemplação e compaixão”.

Sobre a contemplação, afirmou que a natureza que rodeia as pessoas “já não é admirada, mas devorada”.

“Tornámo-nos vorazes, dependentes de ganâncias e resultados imediatos e a todo o custo. O olhar sobre a realidade é cada vez mais rápido, distraído, superficial, enquanto em pouco tempo se queimam as notícias e as florestas”, criticou.

“Doentes de consumo, estamos ansiosos por a última aplicação, mas já não sabemos os nomes dos vizinhos e, muito menos, distinguir uma árvore da outra”, continuou.

O Papa afirmou que é necessário voltar a encontrar o silêncio “para que o coração não adoeça” e, por isso, pediu para “libertar da prisão do telemóvel e olhar para os olhos dos que nos rodeiam e para a criação que nos foi entregue”.

Também pediu “compaixão pelos outros”, porque “é a melhor vacina contra a epidemia da indiferença”.

“Não me diz respeito, não tenho nada a ver com isso, estes são os sintomas da indiferença. Em vez disso, os que têm compaixão passam de “não me importa” para “tu és importante para mim””, acrescentou.

Durante a audiência, a primeira celebrada na sala de aula Paulo VI após a paralisação provocada pelas medidas de segurança devido à pandemia de covid-19, Francisco também classificou de “escandaloso” o desperdício de coisas e alimentos.

Recordou que a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) documentou que, nos países industrializados, mais de mil milhões de toneladas de alimentos comestíveis são desperdiçados num ano.

“Vamo-nos ajudar uns aos outros e lutar contra o desperdício e o desperdício, exigimos opções políticas que combinem progresso e equidade, desenvolvimento e sustentabilidade para todos, para que ninguém seja privado da terra em que vive”, afirmou.

Most Popular Topics

Editor Picks