Incêndios: Área ardida em Portugal abaixo da média dos últimos 10 anos

O Relatório Provisório de Incêndios Rurais do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) revela que este ano apresenta o segundo valor mais reduzido em número de incêndios e o quarto valor mais reduzido de área ardida, desde 2010. A área ardida em Portugal, até 16 de outubro, situou-se 52% abaixo da média dos últimos 10 anos e houve menos 48% de incêndios rurais relativamente à média do mesmo período.

No total, registaram-se 9.471 incêndios rurais, quando a média entre 2010 e 2019 foi de 18.277 incêndios.

A área ardida, no mesmo período, foi de 66.171 hectares, quando a média da última década se situou nos 136.502 hectares.

Fogos florestais: Apelo do presidente da Câmara Municipal de Famalicão

Na página pessoal do Facebook, Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Famalicão, lança um apelo para que os famalicenses estejam em alerta neste verão.

«Porque a nossa floresta é um património riquíssimo que faz parte da nossa história. É essencial à vida e fonte de diversidade. Contribui para a nossa riqueza e para a nossa economia!

Proteger a nossa floresta está nas mãos de todos nós! Famalicão sem fogos depende de todos!», escreve Paulo Cunha

Incêndios no concelho de Famalicão

Os BV Famalicenses e BV Famalicão estão, neste momento, no combate a vários focos de incêndio no concelho.

Em Ribeirão, Vilarinho das Cambas (rescaldo), Outiz e Vale de S. Cosme lavram incêndios florestais, enquanto que em Cavalões o combate é numa unidade industrial.

Os BV de Riba de Ave estão no combate a um incêndio que lavra na Póvoa de Lanhoso.

Incêndio florestal em Joane

Na noite deste sábado, os BV Famalicenses combateram um incêndio florestal, no Alto das Eiras, na freguesia de Joane.

A corporação de bombeiros teve algumas dificuldades no combate ao foco de incêndio, em virtude dos maus acessos e ao vento forte que se fazia sentir. No local, os Famalicenses estiveram com seis veículos e vinte voluntários.

Jorge Paulo Oliveira na comissão de inquérito aos incêndios de 2017

O PSD indicou o deputado famalicense Jorge Paulo Oliveira para a comissão parlamentar de inquérito à atuação do Governo, no que respeita ao processo de atribuição de apoios na sequência dos incêndios rurais ocorridos em 2017, na zona do Pinhal Interior.

A comissão parlamentar de inquérito tomou posse esta quarta-feira, mas logo deliberou suspender os seus trabalhos enquanto durar o Estado de Emergência.

A comissão vai apreciar o processo de atribuição de apoios à recuperação de habitações, de empresas, de equipamentos públicos e privados na sequência dos fogos rurais de 2017, nos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã.

Recorde-se que, em julho do ano passado, o Ministério Público deduziu acusação contra 28 arguidos por alegadas irregularidades no processo de reconstrução das casas que arderam no incêndio de Pedrógão Grande, em junho de 2017, nomeadamente, por atribuição ilegítima de subsídios públicos para reconstruir ou reabilitar casas.

Governo alarga período crítico de incêndio até 10 de outubro

O Governo decidiu prolongar o período crítico de incêndios até dia 10 de outubro, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios. O Despacho do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, publicado esta segunda-feira em Diário da República, assinala a previsão da “manutenção do risco de incêndio rural em níveis elevados, (…) tendo em consideração as circunstâncias meteorológicas prováveis para os primeiros dez dias deste mês, com temperaturas com valores acima do que é o padrão para a época e uma baixa probabilidade de ocorrência de precipitação..

Durante o período crítico de incêndios, nos espaços florestais ou agrícolas, é proibido:

fumar, fazer lume ou fogueiras;

fazer queimas ou queimadas;

lançar foguetes e balões de mecha acesa;

fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas;

fazer circular, ou utilizar, tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de fagulhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés.

Face às condições descritas, considera-se necessário continuar a adotar as medidas e ações especiais de prevenção de incêndios florestais, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios.

Most Popular Topics

Editor Picks