Pode vir a ser obrigatório o uso de máscara na rua

O Governo decretou que a partir de 15 de setembro Portugal entra num estado de contingência, mas as medidas preventivas podem chegar também ao uso obrigatório de máscara na rua. Segundo avança o Jornal de Notícias, epidemiologistas ouvidos pela DGS recomendam o uso de máscara perante um possível agravamento da situação pandémica com a chegada do frio.

Além da entrada no Outono, setembro marca também o regresso dos alunos às aulas presenciais, o fim das férias para a maioria dos trabalhadores e, como consequências, transportes públicos com mais procura.

 

Covid-19: Mais duas mortes e 399 infetados em Portugal

Nas últimas 24 horas, e segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, em Portugal contabilizaram-se mais dois óbitos, 399 infetados e 173 recuperados. Ao todo há já 41.357 casos de recuperação.

Lisboa e Vale do Tejo, com 186 casos, e a região Norte, com 161, registam a maioria dos novos episódios de infeção.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 desta quarta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus, com 846 óbitos, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (654 +2), Centro (253) e Alentejo (22).

Em todo o território nacional, há 317 doentes internados, mais seis que ontem, e 35 em unidades de cuidados intensivos, menos três do que na quarta-feira.

De acordo com o boletim da DGS, existem 13.507 casos ativos da infeção em Portugal – mais 224 – e 33.866 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 84 indivíduos.

Desde o início da pandemia, Portugal contabilizou 1.809 mortes associadas à covid-19 e 56.673 casos de infeção.

Os resultados por concelho só são conhecidos à segunda-feira, pelo que não possível atualizar os dados relativos a VN Famalicão.

Portugal volta ao estado de contingência a partir de 15 de setembro

Mariana Vieira da Silva, ministra de Estado e da Presidência, anunciou, esta quinta-feira, em conferência de imprensa, que o Governo decidiu que, a partir de 15 de setembro, todo o país entra em estado de contingência, com um conjunto de medidas para preparar o outono e o inverno e que serão apresentadas na semana que se inicia a 7 de setembro.

O Governo decidiu que na quinzena que se inicia a 15 de setembro, todo o país ficará em estado de contingência, «para que possamos definir as medidas que precisamos de organizar em cada área para preparar o regresso às aulas e o regresso de muitos portugueses ao seu local de trabalho», explicou a ministra.

O Conselho de Ministros aprovou ainda um diploma «que consolida uma série de medidas» em resposta à pandemia:

Foi definido, por exemplo, que o isolamento profilático ou a proteção na doença dos doentes com covid-19 é financiada, no máximo de 28 dias, a 100%; são atribuídas faltas justificadas a um adulto acompanhante de um filho ou de um dependente que fique em isolamento profilático durante 14 dias.

 

 

Covid-19: Centros de dia reabrem a partir de hoje, exceto na grande Lisboa

Os centros de dia estão desde hoje autorizados a abrir, com exceção da área metropolitana de Lisboa, onde a situação de contingência devido à pandemia o impede, e com autorização prévia da Segurança Social, se não forem estruturas autónomas.

A abertura dos centros de dia, uma resposta social que ainda permanecia encerrada devido à covid-19, foi autorizada há uma semana, mas com restrições.

Os equipamentos vão reabrir de forma faseada, podendo abrir os que funcionam de forma independente de outras respostas sociais, como lares residenciais para idosos, por exemplo. Os que partilham espaços com outras respostas sociais ficam condicionados a uma avaliação prévia da Segurança Social e entidade de saúde local para obterem autorização para reabrir.

A autorização não é, no entanto, aplicável na área metropolitana de Lisboa (AML), onde a situação de contingência devido à pandemia se mantém até final de agosto, impedindo a reabertura.

O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) elaborou um guião orientador para a reabertura, no âmbito da pandemia de covid-19.

Segundo Lino Maia, que preside à Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade (CNIS), no universo de instituições tuteladas pela organização, mas também pela União das Misericórdias Portuguesas (UMP) haverá mais de 1.500 centros de dia, dos quais mais de metade funcionam de forma independente de qualquer outra resposta social.

O guião do MTSSS sublinha a importância dos centros de dia para a saúde dos idosos, considerando-a uma “resposta fundamental para proporcionar bem-estar social, físico-motor, psicológico, promovendo a autoestima das pessoas idosas”.

“Para além do apoio direto prestado à pessoa idosa, estas respostas revestem-se de particular importância no apoio aos cuidadores, tendo em conta as realidades sociais que o envelhecimento apresenta e que se prendem com o aumento da dependência, o isolamento e eventual exclusão por barreiras sociais e físicas. Assim, a reabertura desta resposta social é fundamental”, acrescenta-se.

A reabertura tem desde logo que ter em conta os centros de dia que funcionam de modo isolado e os acoplados a outras respostas sociais, para os quais é preciso garantir “total separação, sem cruzamento entre utentes e colaboradores das outras respostas sociais e sem partilha de espaços como refeitórios e instalações sanitárias”.

Os utentes que integrem grupos de risco devem ser sujeitos a uma avaliação clínica prévia, “ponderando riscos e benefícios”.

Uso de máscaras e equipamento de proteção pessoal por utentes e profissionais, circuitos de circulação e permanência, horários para refeições, limpeza diária e desinfeção semanal, distanciamento de dois metros entre utentes e preferência a atividades em espaço exterior são condição para a reabertura e vão fazer parte do dia-a-dia destas estruturas.

PS Famalicão «satisfeito» com reconhecimento da ONU à Câmara Municipal

Em comunicado emitido esta sexta-feira, o Partido Socialista manifesta «a sua satisfação pelo facto de o concelho de Vila Nova de Famalicão ser reconhecido pela ONU», a propósito da medida de apoio às rendas, adotada pela Câmara Municipal no âmbito do combate à Covid-19. A par da satisfação, os socialistas apelam ao presidente do município, Paulo Cunha, «para que desenvolva novas medidas de apoio social e económico municipal, prevendo os tempos difíceis que se avizinham, decorrentes da pandemia».

Eduardo Oliveira, líder concelhio, manifestou «natural satisfação pela ONU reconhecer como positiva uma das medidas aprovadas pela Câmara Municipal sobre um tema que o PS tem alertado desde março: a necessidade de acautelar o direito à habitação aos mais afetados pela crise».

De resto, assinala o dirigente, o PS «tem adotado uma atitude muito positiva desde o início da pandemia, com a apresentação de propostas de combate ao vírus e, também, com propostas para minimizar os efeitos económicos da crise». Esta postura «positiva e construtiva, é para continuar», promete Eduardo Oliveira. Só assim, acredita, «podemos conseguirmos o melhor para os famalicenses, ainda que a coligação continue a reprovar as nossas propostas».

Covid-19: Mais 8 mortos e 204 infetados

Nas últimas 24 horas morreram em Portugal oito pessoas com a covid-19 e registaram-se mais 204 infetados, sendo que a maioria continua a ser na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 128 infetados.

Relativamente a Famalicão, só no início da próxima semana é que os dados serão atualizados, conforme procedimento da Direção Geral da Saúde.

Ainda segundo a DGS, Portugal já registou 51.072 casos de pessoas infetadas; destas já recuperaram 36.483, mas há a lamentar 1.735 falecimentos.

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