FUNDO EUROPEU APOIA OBRAS EM QUATRO ESCOLAS

As obras nas Escolas de Esmeriz, Ruivães, Riba de Ave e Conde S. Cosme (sede n.º 1) começam em setembro. As cerca de 700 crianças que irão beneficiar destas remodelações terão aulas em espaços alternativos.

Apesar da Câmara já ter lançado o concurso público destas obras, os quatro projetos mereceram o cofinanciamento  do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no montante total de 1,2 milhões de euros para um investimento de três milhões de euros.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, «esta é uma boa notícia para a educação em Famalicão, que chega em boa hora».

MENINAS DO FAC SÃO VICE-CAMPEÃS NACIONAIS

O Famalicense Atlético Clube alcançou o seu melhor registo no campeonato nacional de equipas. O conjunto famalicense sagrou-se vice-campeão nacional de badminton, na prova que decorreu no Centro de Alto Rendimento (CAR) das Caldas da Rainha, cendendo na final, ante o CS Madeira. Jogaram pelo FAC: Sónia Gonçalves, Joana Oliveira, Adriana Gonçalves, Catarina Martins, Joana Miranda Oliveira e Maria Moreira. Sublinhe-se que, com a excepção de Sónia e Joana, todas as outras atletas são ainda juniores.

CAMPEÃO NACIONAL PROMOVE AEROMODELISMO

O 14.º encontro anual de aeromodelismo, organizado pelo Clube de Aeromodelismo do Vale do Ave, que decorreu no passado fim-de-semana, contou com a presença do campeão nacional de aeromodelismo, Pedro Precioso. Mas outros pilotos nacionais e internacionais participaram no encontro.

Apesar de não estar muito divulgada, esta é uma modalidade com cada vez mais praticantes e de todas as idades.

Manuel Ferreira, presidente do Clube de Aeromodelismo do Vale do Ave, com sede em Cavalões, confessou ao Cidade Hoje que foi uma grande festa do aeromodelismo.

A FESTA

Recentemente Vila Nova de Famalicão celebrou e vivenciou uma festa, em honra do Santo António, denominada As Antoninas, com um levado grau de complexidade na sua organização e propostas verdadeiramente transversais para públicos e idades, de programação e envolvência dos vários grupos da sua comunidade e turistas, que nesta altura do ano nos visitam. É imperativo referir o trabalho da Câmara Municipal de V.N. de Famalicão e da enorme quantidade pessoas envolvidas, das mais variadas Entidades, profissões e níveis de responsabilidade. Uma palavra de respeito e agradecimento pela a sua qualidade, entrega e altruísmo, neste momento tão importante para a nosso Concelho. Queria destacar o trabalho das marchas, dos grupos e de todas as pessoas envolvidas na sua organização e apresentação. São fabulosas, e percebe-se que, a cada ano que passa, o nível, as exigências e o envolvimento de muitas centenas de pessoas, a planificação, as horas de ensaio, a preocupação com os detalhes musicais, coreográficos, estilísticos e de figurinos são objeto de estudo minucioso da tradição, da historia e da nossa identidade. É uma noite de celebração da nossa cultura, dos sentidos, das emoções, das cores e sons que nos diferenciam de outras culturas e comunidades.

As festas populares são recursos culturais convertidos em património imaterial, necessitam de proteção e defesa para que possam ser preservadas, vivenciadas e transmitidas às futuras gerações, mantendo a genuinidade da sua tradição em todos os seus aspetos socioculturais e políticos, nunca excluindo os religiosos. Como manifestações culturais, as festas contribuem para a afirmação da identidade cultural das comunidades locais, reforçando a diversidade cultural e atraindo, cada vez mais, um expressivo número de turistas às cidades onde estas manifestações culturais acontecem.

É curioso perceber que estas festas dos santos populares incluem um conjunto de crenças e gestos mágicos oriundos do paganismo celta. É difícil precisar onde foram os portugueses encontrar este “imagináriofantástico”, este culto do sagrado, com uma estrutura rigorosa do espaço e do tempo e onde avultavam as grandes festas da Primavera e do Outono. É neste contexto de assimilação das crenças e antigos ritos pagãos, que se perpetuaram ao longo dos séculos na tradição oral, que se deve buscar a origem da maior parte dos ritos e crenças que definem a religiosidade popular. Como exemplo, as fogueiras fazem parte da tradição pagã de celebrar o solstício deverão. Já os balões inserem-se na mesma lógica das fogueiras, ou seja, da luz e seus efeitos visuais. Antes, os balões eram lançados para anunciarem o início das festas.

Nos tempos antigos tudo começava com a expulsão do inverno pela primavera, por excelência, o ciclo natural da fecundidade dos solos e da aproximação das colheitas. Era então necessário afastar as secas, as doenças e a esterilidade com rituais e sacrifícios. O homem e a mulher tinham uma relação mais direta e íntima com a Natureza, um respeito e adoração mística por um universo comum no qual se reviam. Por esta razão, não espanta que ainda hoje Santo António e São João tenham a grande responsabilidade de serem os santos casamenteiros. Assim, os grandes santos nacionais tornaram-se, à época, aqueles aos quais a imaginação popular atribuía a milagrosa intervenção capaz de aproximar os sexos, fecundar mulheres, proteger a maternidade, como Santo António, São João e São Pedro.

Segundo Joaquim de Sousa Teixeira, a definição de festa, em síntese, comporta quatro elementos estruturantes: (I) uma celebração simbólica de um objeto (evento, homem ou divindade, fenómeno cósmico, etc.); (II) num tempo consagrado; (III) atividades coletivas múltiplas e diferenciadas; (IV) com uma função expressiva. Ou seja, a festa utiliza uma linguagem mais sensível à constituição social e da identidade, caracteriza-se por dois traços distintos, por um lado toda a atividade ritual em correlação com a organização social do tempo, a cerimónia concreta e, por outro lado, uma atividade social agradável, a festividade experienciada pelos sentidos.

A festa não é um mero produto da vida social, muito menos um simples fator de reprodução da ordem estabelecida pela via da inversão. Tal como o princípio de reciprocidade, não custa repetir mais uma vez, a festa é o ato mesmo de produção da vida. Celebrar as festas antoninas é celebrar a vida da comunidade, é cultura, memória e património. A festa é transitória, efémera, todavia, como diz tão bem Duvignaud, ela “deixa sementes que, mais ou menos tardiamente, agitam os espíritos e perturbam a sonolência da vida comum”.

 

Álvaro Santos

(Diretor e Programador da Casa das Artes)

O REI DAS “CUNHAS”

PEDRÓGÃO GRANDE. Portugal chora, Portugal está de luto. Cada coisa a seu tempo, mas não está fora de tempo dizer que há coisas que nem só o tempo pode explicar. Não podemos aceitar que o tempo passe e com ele as perguntas fiquem sem resposta. O fogo mais mortífero em Portugal, um dos piores do mundo, não pode ser branqueado. Não pode haver responsabilidade apenas para as boas notícias e nunca para as más notícias. Até lá, assinale-se que perante uma das maiores tragédias da nossa democracia, os portugueses voltaram a mostrar que são um povo solidário, a Ministra da Administração Interna revelou outra vez toda a sua insegurança e o jornalismo, na ânsia de mostrar mais e mais, passou os limites da decência. Os portugueses não tiveram só direito a jornalismo, mas também a terrorismo jornalístico.

PROCEDIMENTO. Portugal saiu oficialmente do procedimento por défice excessivo, recuperando por isso alguma liberdade na definição e implementação de políticas orçamentais. Uma excelente notícia sem dúvida. Sem embargo, vale a pena recordar que foi o governo socialista de José Sócrates que aí nos colocou em 2009. Vale a pena lembrar que o sucesso agora alcançado só foi possível porque Portugal conseguiu cumprir o violento programa de ajustamento a que foi submetido, depois da terceira bancarrota socialista, e foi capaz de introduzir reformas que, como o afirmou recentemente a OCDE, estão a ter agora resultados. Resta saber se aprendemos a lição.

CUNHAS. Por estes dias a família de Carlos César, o líder parlamentar socialista, andou nas bocas do mundo. O caso não é para menos. A mulher Luísa, a nora Rafaela, o irmão Horácio, a cunhada Patrocínia e a sobrinha Inês, ocupam lugares de relevo no Estado por nomeação política. Nenhum foi eleito. Todos os partidos políticos têmo cadastro nesta matéria, mas nenhuma outra família em Portugal, dado o número de elementos envolvidos, supera a família “César” no assalto à administração pública. Por favor não venham com essa conversa de que esta é uma família de predestinados. Carlos César é o rei das “cunhas” do nosso sistema político. Ponto final.

O RENDIMENTO E O VERÃO: SERÁ A COMUNHÃO PERFEITA?

Quando chega o verão, chega o bom tempo, terminam as aulas, verificam-se alterações hormonais, há mais solicitações, ocorrem distintos acontecimentos apelativos, mas a época desportiva não finalizou, bem pelo contrário, ainda falta a competição mais importante, os Campeonatos Nacionais.

Manifesta-se o fenómeno da epidemia veraneante!

Na realidade, este episódio sucede-se, ano após ano, época após época, o que nos leva a refletir e tentar encontrar, por conseguinte, o antídoto terapêutico adequado.

O calor, o sol, a maior disponibilidade horária e o ócio concorrem para que no corpo humano ocorra um cansaço involuntário, uma sonolência latente e uma menor capacidade de gestão do tempo livre, que têm como consequência uma menor capacidade de recuperação do organismo.

Aqui, assume preponderante importância o “treino invisível”, com uma relevância tão ou mais significativa que o treino visível propriamente dito. Uma das dimensões mais significativas do treino invisível é o período noturno. No verãoverificamos que há maior dificuldade em dormir, o sono é de pior qualidade e menos profundo, dificultando a recuperação física e mental.

Com o calor ambiente elevado a hidratação assume fulcral relevo. Se a hidratação é sempre importante, neste período deverá ser ainda mais considerada e alvo de reajustes, quer pré-treino, per-treino, quer pós-treino. A alimentação tem de ser igualmente ajustada, adequada e impermeável às solicitações e tentações, tais como a ingestão de gelados, batidos, de doces e de bebidas alcoólicas. As tentações são acrescidas e a vontade é vulnerável pelo envolvimento.

De igual modo, as capacidades psicológicas estarão condicionadas, concorrendo para estádios menos favoráveis, que em muitas situações poderão ser prejudiciais ao seu rendimento. A motivação poderá estará diminuída pelos sucessivos treinos realizados ao longo da época, pelas distintas competições, pela exigência imposta, pela pressão, dos resultados bons e menos bons, enfim, por um conjunto de ações cumulativas que poderão concorrer para uma quebra dos padrões ideais de motivação. Aqui, é preponderante estarmos alerta, sensíveis ao processo e encontrar o melhor caminho a seguir, mas sempre na base tripartida de Atleta/Pai/Treinador.

Neste fervilhar de acontecimentos e de relações, é necessário ter a capacidade de gerir as emoções, já que o atleta estarámais suscetível a alterações dos estados de humor, a manifestar-se mais irritado e agressivo, o que poderá conduzir a estádios de tristeza, melancolia e isolamento. Se não houver cuidados para contrariar esta tendência, o atleta poderá ser conduzido para níveis patológicos de sobretreino, da tríade da mulher atleta,de burnout ou de abandono.

Enquanto treinadores eresponsáveis pelo processo é essencial encontrar o equilíbrio das dinâmicas das cargas e da gestão da exigência, quer seja a nível técnico, tático ou fisiológico, quer seja a nível psicológico. Devemos promover uma comunicação facilitada, com seriedade e confiança mutua; diferenciar os momentos de exigência e de flexibilização; fomentar momentos de desconexão diária com a modalidade; promove a manutenção das rotinas pré, per e pós treino/competição; valorizar o treino invisível (dormir, comer, hidratar, descansar); estabelecer objetivos a curto prazo, de forma concreta, já que a concentração poderá estar diminuída e a atenção dispersa.

Concluímos sem qualquer dúvida, que é possível obter rendimento no verão.

Para isso, é preciso estar sempre alerta para os possíveis fenómenos que podem ocorrer e encontraras estratégias que concorram para uma ação terapêutica que permita ao treinador dar treino e ao atleta treinar.

O atleta nunca deve tentar descobrir qual o seu limite, mas sim desejar superá-lo a cada instante. O atleta tem de enraizar que a dor e o cansaço fazem parte do seu uniforme.

 
Acreditar é monótono, duvidar é apaixonante, manter-se alerta: é a vida!
OscarWilde
Pedro Faia

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