Hospital de Famalicão: Obras para a construção da clínica da mulher arrancam nas próximas semanas

Arrancam até outubro as obras de criação de mais uma valência da unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave, a Clínica da Mulher, Criança e do Adolescente.

O serviço vai nascer no espaço das antigas urgências daquele hospital e vai concentrar “todo o ambulatório não cirúrgico das especialidades de Pediatria, Ginecologia, Obstetrícia e a consulta de Pedopsiquiatria”.

O empreiteiro está disponível para começar os trabalhos. Estamos a fazer de tudo para que, nas próximas semanas, possamos deslocar os serviços que ainda estão a funcionar no espaço que vai sofrer obras.

António Barbosa – Presidente do Conselho de Administração do CHMA

A obra resulta num investimento de cerca de 600 mil euros, metade desse valor foi financiado pela autarquia famalicense e o restante por empresários e particulares da região.

Homem encontrado morto na ponte da VIM em Oliveira Sta Maria

 

Um homem foi encontrado sem vida por volta das 07h00 deste domingo, na ponte da VIM que atravessa o Rio Ave, na freguesia de Oliveira Santa Maria, em Vila Nova de Famalicão.

A situação foi reportada ao 112 por populares que encontraram a vítima, com cerca de 40 anos, inanimada.

Chegados ao local, os Bombeiros Voluntários de Riba d’Ave já nada conseguiram fazer uma vez que o homem já não tinha sinais vitais.

Dado algumas características que o cadáver apresentava suspeita-se que a morte terá acontecido durante a madrugada.

No local também esteve a VMER de Guimarães, GNR de Riba d’Ave e os Bombeiros Voluntários Famalicenses, estes últimos que asseguraram o transporte da vítima.

Bombeiros Voluntários de Riba de Ave, começam a manhã deste domingo, a efectuar resgate na ponte da VIM, zona de Oliveira Santa Maria. 🛥️🚑🛥️

Publicado por Bombeiros de Riba de Ave em Domingo, 15 de setembro de 2019

 

Já em janeiro deste ano, uma situação semelhante havia acontecido no mesmo local.

Homem encontrado morto na ponte da VIM em Oliveira Sta Maria

Bombeiros de Famalicão resgatam javali durante incêndio florestal em Fafe

Uma equipa dos Bombeiros Voluntários de Famalicão participou este sábado no combate a um incêndio florestal que deflagrou no concelho de Fafe.

No decorrer da ação encontraram um javali de pequeno porte que, se não fosse a intervenção dos soldados da paz, certamente acabaria por não resistir aos ferimentos e morrer queimado.

O pequeno animal foi entregue aos cuidados veterinários, comunicou a corporação através da rede social facebook.

No meio de tanta destruição ainda há espaço para histórias com finais felizes.

B.V.Famalicão via Facebook

Para nós todas as vidas contam!Quando combatemos os incêndios florestais estamos a proteger a floresta mas também…

Publicado por Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Famalicão em Sábado, 14 de setembro de 2019

 

 

 

Novas regras dos cartões de multibanco e de autenticação em serviços de pagamentos entram hoje em vigor

Em Portugal, a transposição da diretiva comunitária (DSP2) terá como efeito imediato que as cadernetas de banda magnética até agora bastante utilizadas pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), Montepio e Crédito Agrícola (CA), sobretudo entre a população mais idosa, deixem de poder ser utilizadas para levantar dinheiro e fazer transferências a partir deste sábado.

A diretiva considera que as cadernetas como meio de pagamento não cumprem regras de autenticação forte, pelo que deixam de poder ser usadas para pagamentos, levantamento de numerário e transferências a partir do próximo dia 14, por se considerar que a banda magnética não é suficientemente segura (podem continuar a ser usadas apenas para consulta do saldo e dos movimentos da conta bancária).

Assim, quem apenas tenha caderneta precisa de ter um cartão de débito para poder continuar a efetuar transações financeiras nas caixas automáticas.

De acordo com o Banco de Portugal (BdP), a partir de hoje, os prestadores de serviços de pagamento (incluindo bancos) devem efetuar a chamada “autenticação forte” dos seus clientes sempre que estes: acedam ‘online’ à sua conta de pagamento, iniciem uma operação de pagamento eletrónico ou realizem uma ação, através de um canal remoto, que possa envolver risco de fraude no pagamento ou outros abusos.

A “autenticação forte” é o procedimento adotado para verificar a identidade do utilizador e a legitimidade das operações.

“Este procedimento implica que os prestadores de serviços de pagamento/bancos, em todas as situações descritas, solicitem ao cliente dois ou mais elementos pertencentes às categorias de “conhecimento” (algo que só o cliente sabe, como, por exemplo, uma palavra-passe), de “posse” (algo que só o cliente tem, como, por exemplo, um telemóvel para o qual é enviado um código por mensagem) e de “inerência” (uma característica inerente ao cliente, como a impressão digital), sendo que pelo menos dois dos elementos solicitados deverão pertencer a categorias diferentes”, explica o BdP em comunicado hoje divulgado.

Os elementos utilizados na autenticação forte são escolhidos por cada prestador de serviços de pagamento/banco, desde que estejam em cumprimento das novas regras aplicáveis.

Os bancos que não cumprirem as novas regras poderão ser responsabilizados por eventuais perdas financeiras decorrentes da operação, desde que esta não tenha sido realizada de forma fraudulenta pelo cliente.

A autenticação forte dos clientes já era realizada pelos prestadores de serviços de pagamento/bancos em algumas situações específicas, mas, a partir de hoje, passa a ser obrigatória para a generalidade das operações eletrónicas, com a entrada em vigor do Regulamento Delegado (UE) 2018/389 da Comissão, de 27 de novembro de 2017, que complementa a Diretiva dos Serviços de Pagamento revista.

Além de ser solicitada no acesso à conta através de ‘homebanking’ (através da página eletrónica da instituição) ou ‘app’ (aplicações em telemóveis ou ‘tablets’), a autenticação forte poderá ainda ser exigida aos clientes para fazer compras e pagamentos ‘online’ com cartão, para iniciar transferências, para efetuar pagamentos de serviços e para consultar ‘online’ os movimentos da sua conta.

Pode ainda ser pedida para consultar e alterar ‘online’ outra informação (por exemplo, dados de operações recorrentes ou listas de beneficiários preferenciais), refere o BdP.

Os clientes devem contactar o seu prestador de serviços de pagamento/banco e informar-se sobre os procedimentos a adotar para continuarem a aceder ‘online’ à sua conta e a autorizar operações de pagamento eletrónicas, sinaliza a instituição.

“Devem ainda certificar-se de que os seus dados pessoais, anteriormente fornecidos aos seus prestadores de serviços de pagamento/bancos (incluindo dados de contacto), se encontram atualizados”, acrescenta.

As novas regras implicarão ainda o desaparecimento gradual dos cartões matriz utilizados por algumas instituições como forma de autenticação dos seus clientes e também da leitura magnética em cartões de ‘chip’.

O habitual meio de pagamento com o número do cartão impresso, data de validade e código CVV/CVC também terá os dias contados e no curto prazo deixará de ser aceite, pelo menos entre os comerciantes sediados em países da UE.

A Autoridade Bancária Europeia (EBA) deverá definir nas próximas semanas o prazo de transição que dará para os comerciantes se adaptem às novas regras e deixem de utilizar os detalhes impressos no cartão para pagamentos, aplicando a autenticação forte nas compras ‘online’ com cartão.

Estão ainda previstas algumas situações, de acordo com o BdP em que pode não ser aplicada a autenticação forte tais como pagamentos entre contas detidas pelo mesmo titular, pagamento de tarifas de transporte e estacionamento através de terminais automáticos, operações recorrentes e processos e protocolos de pagamentos seguros para empresas, como o caso de cartões de refeição.

As novas regras possibilitam a criação de novos serviços de pagamento, os serviços de informação sobre contas e os serviços de iniciação de pagamentos.

O BdP divulgou na quinta-feira ter já quatro pedidos de entidades que querem prestar estes novos segmentos de negócio criados pelas novas regras da UE que decorrem da entrada em vigor da nova legislação das novas regras para os serviços de pagamento (DSP2) no ano passado e que foi transposta para o ordenamento jurídico português.

De acordo com o BdP, dois dos pedidos são de instituições que já estão autorizadas pelo Banco de Portugal a operar como instituições de pagamento e moeda eletrónica.

Os serviços de informação sobre contas implicam a autorização da partilha de informação financeira pelo cliente bancário a uma entidade terceira, ficando os bancos que dispõem da informação sobre esse cliente a partilhá-la a essa entidade.

Já os serviços de iniciação de pagamentos permitem aos clientes fazer os pagamentos através da sua plataforma ou aplicação. Quando um cliente decide pagar a um comerciante através deste serviço, este operador acede à conta do cliente num banco, em seu nome, e executa o pagamento, mediante o consentimento prévio do cliente.

Os serviços de pagamentos são dos principais negócios dos bancos e dos mais lucrativos, pelo que a entrada em vigor desta legislação significará uma grande alteração para o sistema bancário tradicional.

A consultora Roland Berger considerou, num estudo divulgado em janeiro de 2017, que a nova diretiva de pagamentos significará uma mudança “radical” e uma “ameaça” ao negócio dos bancos, estimando um impacto de 25% a 40% nas receitas da banca europeia.

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