É OFICIAL: RUI COSTA TROCA FAMALICÃO PELO PORTO

O avançado emprestado pelo Portimonense ao Futebol Clube de Famalicão vai jogar até ao final da época no Futebol Clube do Porto.

Rui Costa, uma das revelações da II Liga, por ter sido distinguido mais que uma vez com o título de “Melhor Jogador da Ledman Liga Pro”, segue também por empréstimo para a formação portista, sendo certo que vai jogar na equipa B dos azuis e brancos.

Ao que a Cidade Hoje apurou, o Futebol Clube do Porto já assegurou que no final da temporada vai adquirir o passe do jogador que foi peça fundamental do Famalicão durante a primeira volta.

 

INSÓLITO: HOMEM DESORIENTADO TEVE ALTA E HORAS DEPOIS VOLTA A ENTRAR NO HOSPITAL FRUTO DE UM ACIDENTE DE VIAÇÃO

José Lopes com 76 anos, estava internado na unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave, até o médico lhe ter dado alta, no início desta semana.

Quando se preparava para sair do hospital, o idoso deslocou-se para o carro de um familiar enquanto esse estaria a tratar da documentação relacionada com aquele internamento.

Desorientado, o homem, que deveria ficar no carro a aguardar o familiar, decidiu entrar para o lugar do condutor e seguir viagem durante algumas horas até ter um acidente de viação na cidade de Barcelos.

José Lopes terá perdido o controlo do carro que conduzia e foi parar dentro de um riacho. Apesar do aparatoso acidente, o homem conseguiu sair da viatura pelo próprio pé e pedir ajuda. Foi assistido no local e transportado para o Hospital de Braga pelos Bombeiro de Barcelos.

Fonte: Semanário V

 

FAMALICÃO DEU MAIORIA A SANTANA MAS FOI RIO QUEM LEVOU A MELHOR

Perto de 1000 militantes do PSD foram às urnas este fim de semana, em Vila Nova de Famalicão, para eleger o novo líder do partido.
Pedro Santana Lopes foi o mais votado no concelho com 616 votos, tendo Rui Rio reunido 372 votos.
Famalicão contrariou o sentido de voto da maioria nacional que elegeu o ex presidente da Câmara Municipal do Porto para substituir Pedro Passos Coelho nos destinos do Partido Social Democrata.

PRESIDENTE DO FAMALICÃO JUSTIFICOU AUSÊNCIA DE RUI COSTA

Os rumores de que Rui Costa, avançado ao serviço do Futebol Clube de Famalicão por empréstimo do Portimonense, poderá estar de saída do clube ganharam mais força depois do jogador não ter sido opção para o jogo deste domingo frente ao Arouca.

Questionado pelo jornalistas o presidente do clube, Jorge Silva, explicou que a ausência do atleta deveu-se apenas e só a questões pessoais sem, no entanto, explicar se está relacionada com a possível mudança de clube.

 

VAMOS LÁ VER SE NOS ENTENDEMOS

RIBA DE AVE. No espaço de 2 anos, na prática, perdeu o ensino público secundário com a proibição da abertura de novas turmas de inicio de ciclo nas duas escolas com contratos de associação. Perdeu a presença da banca pública com o encerramento da CGD e assiste agora, estupefacta, à decisão de encerramento do Posto dos CTT. O sentimento de desinvestimento público estatal é mais do que legítimo.

REESTRUTURAÇÃO. Todas as empresas têm direito a se ajustarem às novas exigências do mercado. Porém, quando essas empresas, sejam elas públicas ou privadas, prestem serviços públicos essenciais e estes sejam afetados com aqueles processos de ajustamento, nessa altura fica em causa o cumprimento do próprio contrato de serviço público.

INCUMPRIMENTO. Os CTT – Correios de Portugal, SA, são uma empresa privada que presta um serviço público essencial: o serviço postal. Se por razões de mercado não está em condições de assegurar a sua prestação em condições sustentáveis, o Estado ou lhe proporciona essas condições, alterando o contrato ou aceitando a restruturação preconizada, ainda que em prejuízo do serviço público ou, simplesmente, resgata a concessão, neste caso, renacionaliza a empresa.

PRIVATIZAÇÃO. A questão central não é pois a de saber se a empresa é privada ou pública. Todos conhecemos empresas públicas que prestam mal o serviço público e empresas privadas que o fazem muito positivamente. A privatização dos CTT, prevista nos PEC´s do Governo socialista de José Sócrates, mais tarde inserida por sua mão no Memorando de Entendimento da Troika, um compromisso internacional cumprido pelo Governo do PSD/CDS-PP, não é a questão central.

ESSENCIAL. A questão central é o incumprimento do contrato de serviço público e as demais obrigações que lhe estão associadas. Porque estamos a falar da prestação de um serviço público e não de uma mera atividade comercial, as populações, via respetivas autarquias, deviam ter sido previamente informadas. Não o foram. Têm o direito de saber porque razão encerra este e não um outro balcão. Mas não sabem. Têm o direito de saber se o Governo aceita este encerramento e desde quando está ao corrente da decisão dos CTT. Mas também não sabem. Desproporcionada é coisa que seguramente não pode ser apelidada à indignação dos ribavadenses.

Jorge Paulo Oliveira

(Deputado do PSD na Assembleia da República)

VAGARES DE BOLO-REI

Este ano o bolo-rei foi por encomenda. Nunca em tais propósitos me aventurara sozinho. Faltou mesmo, apenas, deixar já as minhas instruções para o pão-de-ló – a Páscoa galopa para cá desabridamente.

São coisas destas que transformam as Festas num foguete. Não ando muito a par do assunto, mas admito ainda subsistam as rabanadas caseiras. E os mexidos e a aletria. Mas nada me admirava não fosse tudo já comprado no hipermercado, em boiões ou caixas de plástico, como o bolo-rei vai surgindo nas montras, selado por um código de barras, carregado de frutas cristalizadas e tão fraquinho de substância…

Por isso o Natal perde sabor e acelera. O Ano Novo é um golinho na flute (ninguém gosta de champanhe, mas lá terá de ser…), e, num segundo, os funcionários da Câmara Municipal vão cidade fora, tristemente desmontando as iluminações próprias da quadra. Próxima etapa: o Carnaval.

Mas, desta feita, reduzi na curva. O frio cortava, subsistia a ameaça do piso gelado, escorregadio… E para a passagem do Ano fui a uma confeitaria das antigas contratar, de véspera, a aquisição de um bolo-rei. É claro, a primeira dificuldade consistiu em localizar uma dessas abencerragens.

Lembro-as, sumindo umas atrás das outras. A Bezerra, a Mouzinho, a Vieira de Castro. Casas de outras eras, de outro apuro. E outras mais haveria, certamente. Quantas restarão? Vi-me obrigado a averiguações, escutei o parecer de famalicenses profundamente embrenhados e conhecedores do território.

Não valerá a pena identificar a oficina de arte a cuja porta fui bater. Basta dizer, é ali para os lados da Praça da Rainha D. Maria e não ocupa um espaço gigantesco, sobretudo se chove e a esplanada torna-se não utilizável.

Assim que entrei, tomei logo o pulso ao aviamento da confeitaria. Não se manifestavam alterações de fundo ao balcão mas, subindo os degraus do salão de chá, aquilo parecia um hospital de campanha. Uma mesa enorme, enfarinhada, ençucarada… As enfermeiras de verde, com gravata, quase umas voluntárias de Pyongyang. Por ali a fora, uma fila imensa de doentes – como eu – do bolo-rei.

Finalmente atendido, inteirei-me da terapia adequada – o bolo, cozinhado com o peso recomendável, a hora certa para o buscar no dia seguinte. Para nossa desgraça, as leis impostas pelo invasor europeu proíbem o brinde e a fava, não vá a gente engasgar ou espetar a garganta. Perderam-se, de uma penada, aqueles crachats que tão bem ficavam na lapela dos casacos!

Foi, todavia, o bastante para um jantar e um serão com outro gosto. Há já quantas vidas eu não degustava – palavra hoje de primeira ordem e serviço – uma massa assim, sobre o húmido, com frutos secos e uvas passas, dessa que não esfarela toda? E a perfumar esta reencarnação um cálice – e outro… – de vinho fino, esquecendo por momentos estarmos já praticamente na Páscoa, com um pé no Santo António, assim como quem mergulha de cabeça no Verão. Isto é: quase no Natal outra vez.

João Afonso Machado

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