Muitas novidades nas provas da associação Amigos do Pedal

Com o início de mais um ano de atividades a Associação Amigos do Pedal pretende superar os resultados de 2017, que foi o melhor de sempre ao nível de participantes nos eventos, batendo todos os recordes, e na forma correta como decorreram as provas.

Os bons resultados do ano passado elevam a fasquia aos Amigos do Pedal? O presidente, Paulo Machado Ruivo, não teme essa responsabilidade, «a que já estamos habituados».

«O que conseguimos em 2017 aumenta, de facto, a nossa responsabilidade, até porque a notoriedade das nossas provas assim o justifica. Por isso, estamos a trabalhar para 2018 ainda ser melhor, mas não depende só de nós, tem que haver afluência de atletas que devem ter, em cada prova, os devidos comportamentos para que o esforço de todos seja valorizado», explicou Paulo Machado Ruivo, ao Cidade Hoje.

A primeira competição é o Duatlo Famalicão – Cimenteira do Louro, a 6 de maio, que contará para o Campeonato Nacional, facto que implica algumas alterações. O objetivo, adianta Paulo Machado Ruivo, é que os atletas que vão competir e os que vão apenas por prazer possam fazer a prova sem se prejudicar uns aos outros. A maior alteração será no percurso de bicicleta que não terá duas voltas mas apenas uma. Serão 20 km seguidos, para que os atletas da frente não precisem de dobrar os mais atrasados.

Como a competição vai apurar os campeões nacionais, em diferentes categorias, «teremos a nata do duatlo nacional em Famalicão», podendo ultrapassar os mil atletas, o que será um novo recorde. Pelo alcance e notoriedade da prova, a mesma tem já cobertura garantida pela RTP (transmissão no sábado seguinte) e pela SIC, e garantidamente será notícia nos outros órgãos de informação.

A Louropel 24 Horas BTT, a 7 e 8 de julho, volta para o terreno do Jumbo. «O percurso será diferente e o padock também», afirma o responsável da Associação Amigos do Pedal que garante, desde já, que o trilho será interessante. «O percurso é bonito e quem está menos preparado conseguirá fazê-lo em condições de segurança. Já para o amante do BTT será um percurso aliciante e desafiador», afiança. O responsável destaca esta prova pelo convívio e amizade que lhe está associado, uma vez que junta, durante horas, familiares, amigos e patrocinadores dos atletas.

Em setembro, as 3 Horas Noturnas – Fernandes & Fernandes têm também novidades. Deixam Antas e voltam à cidade. O percurso está quase definido, embora não possa ser divulgado.

Esta prova fará parte de um Troféu Regional de seis provas noturnas e a de Famalicão será a última e conta a dobrar. Quer dizer que os atletas mais credenciados terão que fazer a prova de Famalicão para garantirem os títulos.

ACO A CRESCER NA EUROPA DE LESTE

A ACO Shoes está a crescer nas exportações e deve-se ao mercado da Europa de Leste, nomeadamente Rússia e outros países da ex-URSS. «Cinco anos depois de termos entrado nos mercados do Leste da Europa atingimos a consolidação, sendo de salientar as exportações para a Rússia e diversos países da antiga URSS», revela Armindo Costa, o presidente do conselho de administração da empresa, explicando que essa consolidação foi o fator responsável por uma subida de oito por cento na faturação de 2017.

Países como a Letónia, a Eslovénia, a República Checa, a Bielorrússia, a Moldávia ou a Lituânia são mercados em crescimento, «onde o poder de compra tem aumentado e cujos consumidores começam a valorizar o conforto e a qualidade do calçado produzido pela ACO», afirma Fernando Costa, responsável pelas vendas internacionais.

Especializada em calçado de conforto, a ACO, fundada por Armindo Costa, ex-presidente de Câmara Municipal de VN Famalicão, produz 1,5 milhões de pares de sapatos por ano (mais de 5 mil pares por cada dia útil), gerando um volume de negócios na ordem dos 35 milhões de euros.

Esta empresa, presente em 35 países, procura, também, antecipar as preferências do mercado, através de uma aposta na investigação. Assim, a ACO, com sede em Mogege, tem reservada para 2018 uma aposta em novos produtos de alto valor acrescentado, designadamente a criação de um calçado mais técnico, virado para o mercado português.

HOMEM ENCONTRADO MORTO APÓS FOGO EM JOANE

Um homem com cerca de 50 anos foi encontrado sem vida na manhã desta quinta-feira, 25 de Janeiro, na Rua da Ilha em Joane, Vila Nova de Famalicão. O alerta para a ocorrência foi dado por vizinhos da vítima, que viram fumo a sair de um anexo da casa, por volta das 10h50.

Chegados ao local, os bombeiros voluntários de famalicão rapidamente extinguiram o incêndio e depararam-se com o proprietário da casa no interior do anexo já sem vida.

De acordo com a vizinhança, a vítima estaria a fazer uns trabalhos naquele local e terá ficado inconsciente depois de inalar fumo proveniente de alguma lenha que se encontrava guardada no anexo. Desconhecem-se para já as causas desse pequeno incêndio que acabou por vitimar de forma mortal o dono da habitação.

A PJ investiga no local.

JUIZ DE FAMALICÃO CONDENADO POR MENTIR EM TRIBUNAL PARA PREJUDICAR EX MULHER

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a condenação de um juiz de Vila Nova de Famalicão a 8.000 euros de multa, por um crime de falsidade de testemunho, segundo acórdão a que a Lusa teve acesso.

No acórdão, o STJ sublinha “o grau intensíssimo da violação dos deveres que, enquanto juiz de direito, estavam impostos ao arguido de fidelidade à verdade e à justiça”.

Para o STJ, a conduta do arguido constitui “uma negação frontal da ética inerente à condição de juiz”.

Em causa estão as declarações que aquele juiz, Vítor Vale, prestou, na qualidade de testemunha, num julgamento no Tribunal de Braga, em setembro de 2013, relacionado com o testamento deixado pelo pai da sua ex-mulher.

Segundo o tribunal, o juiz prestou falsas declarações com o intuito de prejudicar a sua ex-mulher, vingando-se assim do facto de ela se ter separado dele.

A ex-mulher processou-o por falsidade de testemunho, tendo Vítor Vale sido condenado, em maio de 2017, pelo Tribunal da Relação de Guimarães, a 400 dias de multa, à taxa diária de 20 euros, no total de 8.000 euros.

Foi ainda condenado a pagar uma indemnização de 5.000 euros à ex-mulher, por danos não patrimoniais.

Vítor Vale recorreu para o STJ, pedindo a absolvição, por alegados erros na apreciação da prova, contradições do acórdão e inconstitucionalidade da decisão.

Aludiu ainda ao “manifesto exagero” da pena e do valor da indemnização à ex-mulher.

No entanto, o STJ manteve a decisão da Relação, num acórdão em que realça ainda a “elevada ilicitude” da conduta de Vítor Vale, tendo em atenção o “alto valor” do bem jurídico violado: a realização da Justiça enquanto função do Estado.

“A favor do arguido funciona apenas a falta de antecedentes criminais”, lê-se ainda no acórdão.

Segundo o tribunal, Vítor Vale mentiu quando disse, num julgamento que decorreu no Tribunal de Braga, que o pai da sua ex-mulher, quando outorgou o testamento, não estava na posse das suas faculdades mentais.

O tribunal deu como provado que o pai da ex-mulher do arguido estava “na plena posse” das suas capacidades mentais e que o próprio arguido tinha participado na elaboração do testamento.

Para o tribunal, o arguido não se conformou com o facto de a mulher, entretanto, se ter separado dele e quis, assim, prejudicá-la.

Uma convicção que o tribunal sustentou também em algumas mensagens que o arguido enviou à sua ex-mulher, com um teor “do mais desrespeitoso que se pode dizer a uma mulher”.

As declarações de Vítor Vale terão sido “determinantes” para o Tribunal de Braga anular o testamento, mas esta decisão seria entretanto revertida após recurso para a Relação.

Fonte: Lusa / RTP

CTT EM GREVE DIA 23 DE FEVEREIRO

Os trabalhadores do grupo CTT marcaram uma greve nacional e uma manifestação para 23 de fevereiro, contra a redução de pessoal e o encerramento de postos de atendimento, e convidaram a população a juntar-se ao protesto, foi hoje divulgado.

Os quatro sindicatos que convocaram a greve e a manifestação anunciaram as ações de luta em comunicado conjunto, no qual defendem a reversão da privatização dos CTT – Correios de Portugal e um serviço postal universal de qualidade.

No documento, os sindicatos contestam os despedimentos, o encerramento de estações de correio e a sobrecarga de trabalho dos carteiros.

No mesmo comunicado, os sindicatos representantes dos trabalhadores do grupo CTT exortam a população a participar na manifestação que vão promover em Lisboa, no dia da greve.

Os CTT confirmaram no dia 2 de janeiro o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação (que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho), decisão que motivou críticas de autarquias e utentes.

A empresa referiu que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas “não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respetivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente”.

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