Fecho do grupo Ricon começa hoje a ser tratado, mais de 600 pessoas vão para o desemprego

Pedro Pidwell, o administrador nomeado pelo tribunal para gerir a insolvência da Ricon disse, em entrevista ao JN/Dinheiro Vivo, que a continuidade das oito empresas do grupo que opera em Famalicão não é viável.

O encerramento acaba por ser a única opção depois de recusadas pela Gant todas as alternativas que podiam garantir a continuidade das fábricas.

As assembleias de credores das várias empresas do grupo arrancam esta segunda-feira e a proposta que vai ser apresentada pelo administrador de insolvência é o encerramento das fábricas e o despedimento dos cerca de 600 funcionários que nelas trabalham.

Este processo também vai afetar a rede de 20 lojas Gant espalhadas pelo país que deverão fechar portas.

Mais de 250 foram correr este domingo para a Santa Catarina

O Monte de Santa Catarina, na freguesia de Calendário, Vila Nova de Famalicão serviu de cenário para a primeira iniciativa de 2018 dos FamaRunners. Das 09h30 às 12h00 foram mais de 250 aqueles que percorreram os trilhos num dos “pulmões verdes” mais próximos da cidade.

O Free Trail serviu de “pontapé de saída” no calendário de atividades dos FamaRunners que vão contar com 4 grandes provas este ano, são elas:

Trail do Ave (3ª Edição) – Dia 05 de Maio, Sábado às 15:00, nas freguesias de Riba de Ave, Serzedelo, Lordelo e Guardizela, Organização conjunta com a Didáxis de Riba D’Ave e Associação Cultural e Recreativa de S. Pedro de Riba de Ave;

Trail Experience Famalicão (3ª Edição) – Dia 02 de Junho, Sábado às 17:00 nas freguesias de São Martinho, Vermoim e São Cosme, organização conjunta com o Rotary Famalicão;

Trail Penedo da Moura (3ª Edição) – Dia 14 de Julho, Sábado às 15:00 nas freguesias de Mogege, organização conjunta com a Junta de Freguesia de Mogege;

Trail de Santa Catarina (6ª Edição) – Dia 27 de Outubro, Sábado às 15:00 nas freguesias de Calendário, Brufe e Vilarinho das Cambas.

O feitiço do tempo

APELOS. “Não precisamos de ter novos aliados, mas precisamos de ter todos os interlocutores”, afirmou Carlos César. O PS que nunca hesita em ofender gratuitamente os seus adversários e não perde uma oportunidade para os desqualificar, é o mesmo que meia volta apela a uma oposição construtiva. O PS que não se cansa de repetir não precisar do PSD para governar, é o mesmo que a espaços invoca a necessidade de se gerarem consensos alargados no espectro político alargado. A verdade é que o PCP e o BE servem para gerir o dia-a-dia, servem para o PS liderar as sondagens, mas não para introduzir as reformas que o país carece, que o PS genuinamente não quer, mas que precisa de dar a entender que quer.

FEITIÇO. Um destes dias, a propósito do Dr. António Costa e do seu governo, lembrei-me do filme “O Feitiço do Tempo”, protagonizado por Bill Murray, Andie MacDowell e Chris Elliott. Esta comédia sofisticada conta-nos uma história passada na cidade de Punxsutawney, na Pensilvânia, em que Bill Murray personifica um presunçoso meteorologista escalado para fazer a cobertura televisiva do tradicional “Dia da Marmota”, celebrado a 2 de fevereiro, mas que acaba preso num lapso temporal. Todos os dias Bill Murray, acorda ao som da mesma música, para logo se aperceber que voltou ao início do dia anterior, independentemente da forma como aquele acabou. A história repete-se sem fim.

DIFERENÇA. Também para o Dr. António Costa e o seu governo, todos os dias são iguais. Dois anos depois, todos os dias são como se fossem o primeiro dia do mandato. Todos os dias são como se tivessem acabado de chegar. Todos os dias as culpas são do anterior governo. Todos os dias se fazem basicamente a mesmas promessas de sempre. Assinala-se apenas uma diferença. Bill Murray aproveita o processo repetitivo para se tornar uma pessoa melhor e, no final, conquistar a personagem vivida por Andie MacDowell. O Dr. António Costa, pelo contrário, investe todos os dias, não para mudar, mas para que tudo fique como está e lhe permita chegar ao fim do mandato, como chegou até aqui.

Jorge Paulo Oliveira

(Deputado do PSD na Assembleia da República)

Quase maresia em Cavalões

Quando o meu amigo e colega João Carvalho recentemente me contou, em dias especiais de ventos, chegava a Cavalões algo no ar muito parecido com a maresia, eu senti bem a espetada da saudade ou da nostalgia; qualquer coisa a fazer-me tirar espaço aos quilómetros, tempo ao Tempo, aproximando mais as pessoas.

Não, com certeza, de coração posto no Verão, na praia, nas férias. Muito pelo contrário, espreitando os subtis movimentos da realidade estática, a discreta chegada a Cavalões dessa silenciosa aragem. O mar não é longe, àquela freguesia segue-se Gondifelos e depois o concelho da Póvoa, e uma recta é a distância mais curta entre dois pontos. O mar, insisto, não o mar dos banhistas veraneantes, mas a anarquia meteorológica onde reina e até envia emissários a Cavalões.

Assim, não obstante a nova auto-estrada, rumo no estio a Vila do Conde com o entusiasmo de um condenado a subir ao patíbulo. Que me perdoem os meus amigos (os poucos que ainda por lá permanecem…), a quem vou de visita. Mas, alguns anos atrás, sendo o julgamento nos tribunais da Póvoa ou de Vila do Conde, era certa a minha paragem no paredão da praia da frente. E o choque com aquela sensação de amplitude, do areal entregue a si mesmo, dos troncos dados à costa, de não sei quantas coisas que um velhote aqui, uma gaivota ali, esgravatavam e colectavam. E então sim, o mar desimpedido do falatório das gentes, bradava, e bradava bem alto. Eu ouvia, observava, recordava pessoas, o calor, todas as cores que podem colorir um lugar. Depois passava pela nossa rua, talvez por solidariedade com tantas casas fechadas, esperando os donos no mês fatal. Mas o quotidiano vilacondense, neste lado balnear, é assim mesmo – dado à hibernação. Enfim, descia a recta até à Senhora da Guia, regalava-me com as zangas das ondas e o farol, emparceirava com o rio umas centenas de metros e seguia à minha vida.

Porquê? Não sei bem. Creio que me interessa o realismo das terras, conhecê-las como elas são realmente, desde que se levantam, manhã cedo, até se deitarem ouvindo já a tempestade uivar. Interessam-me também as ofertas que trocam – para o em ou para o mal – entre si: se Vila do Conde aproveita os ventos e expele maresia até Cavalões, Famalicão (e Guimarães e Santo Tirso e a Trofa…) emporcalham-lhe o Ave. E é tal a sujidade que nos faz abrir os braços às gaivotas ou aos corvos-marinhos que por cá se passeiam, e à diáfana maresia de Cavalões. Maresia, de resto, decerto já inexistente, soprada para longe pelo ruído dos automóveis, pelos fumos fabris. (Ficaram as gaivotas e os corvos…) São os tempos a tornarem-se mais distantes, as distâncias mais demoradas, quase esquecidas. É o ritmo do nosso dia-a-dia, em suma. De freio nos dentes, infinitamente mais veloz do que aquelas carroças cheias de sargaço, a abarrotarem-nos a memória de cheiros idos, longínquos, já mesmo esquecidos de Cavalões.

Uma vez escrevi uma coisa qualquer que acabava assim: «E eu nesta margem/chorando/(maldita maresia)/chamo aos sonhos viagem/e aos acenos/travessia». Deve ser isso.

João Afonso Machado

Um morto em acidente na N206

Um homem morreu, na tarde deste domingo, na estrada que liga Famalicão à Póvoa de Varzim (N206). O acidente, uma colisão entre um veículo ligeiro e uma moto, aconteceu por volta das 12h00 na entrada da freguesia de Balazar, concelho da Póvoa de Varzim (numa curva próxima ao restaurante Terra Negra).

Há registo de uma vitima mortal, Carlos Capela com cerca de 40 anos, que conduzia a moto que se despistou e foi embater num carro que circulava no sentido contrário (Famalicão – Povoa).

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Viatodos, Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, Cruz Vermelha de Macieira de Rates, acompanhados pela VMER da unidade de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave que estiveram a tentar reanimar a vítima durante cerca de 45 minutos. A família do condutor da mota, assim que chegou ao sitio do acidente, precisou de ser assistida pelos psicólogos do INEM.

 

 

Carnaval de Famalicão com autocarros e comboios para todos!

Nove autocarros, com capacidade para cerca de 50 pessoas cada, vão percorrer o concelho de Famalicão de lés a lés, na noite de Carnaval, assegurando que toda a gente participe naquela que já é conhecida como a noite mais divertida do ano na região norte do país.

Cada autocarro irá efetuar quatro viagens, saindo das diversas freguesias pelas 20h45, 21h30, 22h15 e 23h00, em direção ao centro da cidade e regressando depois pelas 2h00, 4h00, 5h00 e 6h00 da manhã.

As viagens são gratuitas e para viajar basta aparecer nos locais de paragem. Os autocarros saem das freguesias de Joane, Pedome, Riba de Ave, Bairro, Ribeirão, Fradelos, Gondifelos, Arnoso Santa Eulália e Portela, em direção à cidade, com paragem em frente à Escola D. Sancho I.Para além dos autocarros há também viagens de comboio por apenas dois euros ida e volta para quem vem de fora do concelho.

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