BV Famalicenses lamentam «falta de lealdade institucional» no processo de criação da base logística regional da ANEPC

Face ao projeto de criação de uma base logística regional, projetada para Bairro pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Famalicenses aprovou um voto de censura «pela forma como todo este processo se desenrolou e foi orientado, tanto pela ANEPC como pelo executivo municipal».

Recorde-se que os BV Famalicenses têm uma Base de Apoio Logístico no quartel, que tem servido tanto a corporação, como outras valências de proteção civil da região Norte. Em face da nova aposta da ANEPC, em Bairro, com o apoio da Câmara Municipal, os BV Famalicenses dizem-se prejudicados, também a nível económico, pelo investimento já feitos.

Em todo este processo, a direção dos BV Famalicense lamenta «que tenha sido a última a saber das intenções da ANEPC e da recetividade e disponibilidade da Câmara Municipal em deslocalizar esta valência». No comunicado, a direção dos Famalicenses considera «que houve falta de diálogo e falta de lealdade institucional, pois a legitimidade na decisão não justifica o atropelo dos princípios fundamentais de convivência, mesmo que institucional», disse.

Em comunicado, a corporação presidida por António Meireles, assume que fica «comprometida a viabilidade económica do equipamento» a realizar em Outiz, que foi apresentado pela primeira vez em maio de 2014, tendo sido aprovado pela Câmara Municipal alvo de elogios de ministros, secretários de estado, ANEPC, Escola Nacional de Bombeiros, Liga dos Bombeiros Portugueses e Federação dos Bombeiros do Distrito.

Ainda esta terça-feira, dia 2 de março, o comandante regional da Proteção Civil, em reunião no quartel dos Famalicenses, enalteceu «o bom desempenho» da valência, mas nessa mesma reunião a direção «ficou a saber da deslocalização da valência para a freguesia de Bairro».

Pese embora esta posição, a Associação Humanitária e o seu corpo de bombeiros mostram-se disponíveis para continuar a proteger a população e os seus bens.