Há peças made in Famalicão incorporadas na relojoaria, em satélites aeroespaciais, na medicina, meteorologia, na ótica e na área da defesa. A YSIUM é a responsável pela produção destas peças de alta precisão e exigência técnica, que incorporam muito conhecimento e inovação, o que traz, também, valor acrescentado. Neste momento, e devido às circunstâncias atuais, produz mais para a vertente da mobilidade e para a indústria militar, desde as armas usadas por snipers aos tanques de guerra Leopard 2.
A YSIUM, instalada na antiga fábrica da Leica, em Antas, existe desde 2014, pela mão do empreendedor Hugo Freitas. Inicialmente, e devido a um acordo, o único cliente era a empresa alemã de óticas; a partir de 2020, Hugo Freitas abriu as portas a outros clientes, de outras áreas da indústria, de todas as partes do mundo. Fatura já 10 milhões de euros. «O crescimento tem sido sustentado, com recurso a capitais próprios» e o futuro é o caminho da consolidação, realça o empreendedor.
Esta empresa usa a tecnologia mais avançada que existe na área, incluindo robótica, mas o empresário Hugo Freitas afirma que o colaborador continua a fazer a diferença. Em 2026, são 70 os profissionais da YSIUM. Homens e mulheres, com uma média de idades de 33 anos, formados, na maioria, nas próprias instalações.
Hugo Freitas, licenciado em Engenharia dos Materiais, não teve medo de arriscar em plena pandemia, porque sentiu que era um momento para «aproveitar oportunidades» e continua a abraçar os desafios mais difíceis que lhe são colocados. Tem uma premissa: trabalha em conjunto com os clientes, desde a idealização do protótipo (que pode demorar um dia ou um mês) até à produção da peça e montagem.
Pela singularidade do seu segmento e conhecimento que incorpora, a YSIUM foi integrada no roteiro “Famalicão Created In” e recebeu a visita do presidente da Câmara esta quinta-feira, dia 16 de abril. Mário Passos realçou a importância de Famalicão ter uma indústria diversificada, altamente especializada e 100% para exportação e elogiou Hugo Freitas, «um exemplo da capacidade empreendedora famalicense» que abraçou «um projeto desafiante e altamente complexo, com ousadia e intuição à mistura». Acrescenta que a empresa é o espelho do que acontece no concelho em relação à opção pelo valor acrescentado e pela inovação.