Associação Famalicão em Transição defende manutenção das hortas no Parque da Devesa

A Associação Famalicão em Transição entende que é dever manter as hortas urbanas no Parque da Devesa, «no sentido de conservar a memória daquele espaço». Em comunicado, diz que é um compromisso com as próximas gerações, «pois elas definem-se num quadro de sustentabilidade e é um sinal de respeito por todos/as aqueles/as que tornaram possível e funcional este Parque».

Esta Associação, que luta por uma comunidade mais sustentável e resiliente, centrada nas pessoas e na natureza, diz que o projeto do CITEVE «merece a maior consideração», mas entende que «são possíveis outras soluções de expansão das suas instalações sem comprometer a integridade do Parque da Devesa».

Neste sentido, a Associação Famalicão em Transição recomenda a promoção de uma discussão pública e «alargada que permita ouvir os/as famalicenses e encontrar uma alternativa compatível com o interesse das partes e sobretudo com o interesse do conjunto dos/das Famalicenses».
Esta carta não é subscrita pela presidente da direção, que solicitou o direito de escusa; mas é uma posição assumida pela Associação, que foi entregue ao presidente da Câmara e ao presidente da Assembleia Municipal.

Na carta, a Associação assinala que «as hortas urbanas desempenham um papel fundamental no contexto e no conceito do Parque da Devesa. Para além de se constituírem como uma garantia viva da continuidade das práticas agrícolas de religação à terra e ecologicamente responsáveis no cerne do pulmão verde do centro urbano, promovem ativamente a biodiversidade do local, contribuem significativamente para o fortalecimento das dinâmicas sociais e comunitárias do dia-a-dia do Parque, e consequentemente da cidade, para além de enriquecerem sobremaneira o potencial educativo e de sensibilização ambiental que o Parque da Devesa tem junto da comunidade Famalicense».