Associação Comercial de Famalicão defende que Governo devia manter aberto o comércio de proximidade

A Associação Comercial e Industrial de Famalicão, juntamente com outras associações comerciais do distrito de Braga, considera que o Governo podia e devia «excluir do novo confinamento o comércio de proximidade», por entender que cumpre com rigor as normas e boas-práticas de higiene e segurança estabelecidas pela Direção Geral da Saúde e por não estar sujeito a uma grande pressão de procura por parte dos consumidores.

Mas, uma vez decretado o encerramento, defende que o lay-off simplificado seja comparticipado a 100% pela Segurança Social para as empresas cuja atividade tenha sido encerrada ao abrigo do confinamento e que este apoio seja estendido às empresas cuja atividade é permitida durante o confinamento, mas cuja faturação seja fortemente penalizada pela ocorrência do dever geral de recolhimento domiciliário. Propõe a adoção de um regime especial de apoio às rendas de janeiro e fevereiro, que assegure a comparticipação integral do valor das rendas dos estabelecimentos encerrados ao abrigo do confinamento. Após o confinamento, quer que o Governo assuma a concretização de um programa de promoção da retoma das atividades económicas mais afetadas pelo confinamento, nomeadamente do comércio e serviços de proximidade, bem como dos setores do alojamento e restauração.

Em comunicado, o Conselho Empresarial da Região do Ave e Cávado (CEDRAC) lança este repto ao Governo face a esta nova fase do confinamento.

Recorda que foram nove meses sucessivos de quebras significativas de faturação, pelo que este novo confinamento pode levar ao encerramento de diversos estabelecimentos empresariais e, em consequência, ao desemprego e ao agravamento da crise económica e social.

No entanto, recorda como positivo o fato do Governo procurar minorar as situações de desigualdade que se criaram no anterior confinamento entre a grande distribuição e o pequeno comércio, ao interditar a venda de bens na grande distribuição que sejam tipicamente comercializados

As associações comerciais e industriais apelam aos portugueses para que cumpram escrupulosamente as regras deste confinamento, «para que se reduza, com o almejado sucesso, o número de infeções, respeitando, deste modo, os enormes sacrifícios a que estão a ser sujeitas as empresas portuguesas, assim como o extraordinário esforço e dedicação de todos os profissionais de saúde no combate à pandemia».