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ANACOM quer acabar com problemas na TDT que não chega a todos

O presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) anunciou, esta terça-feira, em Paredes de Coura, um acordo de colaboração com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) para melhorar a cobertura da rede da Televisão Digital Terrestre (TDT) em todo o país.
João Cadete de Matos, adiantou ter reunido, com o presidente da ANMP para propor a realização de “um diagnóstico” sobre as “dificuldades e fragilidades” da cobertura da TDT, em todo o país.
“Vão-nos chegando, com frequência, de vários presidentes de Câmara e presidentes de Juntas de Freguesia situações deste tipo de dificuldades. Objetivamente não há razão nenhuma para que qualquer cidadão português não tenha acesso à TDT porque ela está disponível, quando não é pela antena terrestre, é por satélite. Trata-se apenas de concretizar a melhor solução que é necessária a cada um dos casos”, sustento o presidente da Anacom à margem da conferência promovida, em Paredes de Coura, pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.
João Cadete de Matos adiantou que vai fazer “o mesmo pedido de colaboração às Juntas de Freguesias, à Associação dos Instaladores de Comunicações”.
“Vou pedir para nos apoiarem nesse levantamento para termos um diagnóstico preciso das situações que existem hoje, no terreno, em cada um dos concelhos, em cada uma das freguesias para identificar a dimensão do problema e para apoiar as populações abrangidas na solução que é mais adequada”, sustentou.
O responsável explicou que só existirem duas soluções para resolver as dificuldades sentidas em alguns locais.
“Ou é a antena terrestre e poderá ainda haver situações em que a instalação não está adequadamente feita ou, em que existem interferências das antenas por causa da frequência única, que vão ser resolvidas com a multifrequência. Há ainda a solução do satélite e, nesse caso, está previsto até 2023 que a empresa Altice possa subsidiar a aquisição desse equipamento. Ainda estão por utilizar, da verba que foi comprometida, cerca de 13 milhões de euros. O Estado também poderá estudar outras soluções para que, em definitivo, possamos fazer a migração no final deste ano sem este problema ou resolvendo em definitivo este problema” referiu.

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