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A história do parlamento está no Museu Bernardino Machado

O Museu Bernardino Machado acolhe uma exposição sobre o Parlamento em Portugal, intitulada “Assembleia da República: Imagens do Parlamentarismo”.

Esta é uma mostra itinerante do Museu da Assembleia da República, constituída por 25 painéis que retratam as evoluções políticas desde o liberalismo até à atualidade. Dedica especial atenção à história do Parlamento a partir de 1976 e ao modo de funcionamento dos partidos. Estará aberta ao público até final do mês de fevereiro.

Além da memória e das explicações históricas, aborda também a vertente arquitetónica do edifício que começou como mosteiro, em 1598, até à transformação em Palácio das Cortes, em 1833.

Para o coordenador científico do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha, esta exposição ajusta-se bem a este Museu, porque Bernardino Machado foi, acima de tudo, um defensor do Parlamento. Considerava, inclusive, que o Governo e o Presidente da República deviam sair do Parlamento.

Desde então muita coisa mudou, mas na opinião do presidente da Câmara Municipal de Famalicão, seria necessário mudar muito mais, no sentido de aproximar a política dos cidadãos. «A eleição pelos ciclos distritais devia evoluir no sentido que as pessoas pudessem escolher quem são os seus deputados, porque as pessoas elegem os deputados mas não escolhem os deputados», referiu.

Atualmente o Parlamento tem três eleitos famalicenses, que representam o PS (dois) e o PSD (um). Maria Augusta Santos, eleita pelo PS, Jorge Paulo Oliveira (PSD) estiveram na inauguração que decorreu ao final da tarde desta segunda-feira.

A exposição é de entrada gratuita e estará patente até 28 de fevereiro, na Sala Júlio Machado Vaz, podendo ser visitada de terça a sexta-feira, das 10 às 17h30, e aos sábados e domingos, das 14h30 às 17h30.

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